quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Feliz 2013!!!


   

 

Eu, que detesto rotina, enumerei as coisas que queria fazer e fui fazendo. Eu disse te amo despudoradamente, quando me dava vontade. E mandei à merda quando achei que devia (mas aprendi a pensar um pouco depois que o sangue ferve e esfria). Eu liguei pra amigos e deixei irem não tão amigos, porque amigo de verdade não te amarra se não quer ir junto. Parei de fazer o que não me dava mais tesão e fui cuidar de mim. Eu briguei, xinguei, chorei, ri muito e conheci muito mais. Eu também acendi um incenso, deitei no chão e fiquei olhando o teto quando precisava organizar os pensamentos. Eu pedi tudo que quis, eu sempre esperei mais, fui atrás do excesso. Eu rejeitei esperar o pior para me preparar, eu quero o melhor. Mas também não fiquei só sonhando, eu acordei cedo, fui correr, fui ler, estudar, praticar. A vida é hoje, não segunda feira nem quando eu tiver 10 quilos a menos. Ouvi e enfrentei meus erros e me esforço pra mudar. A vida simplesmente é curta demais para fazer sempre as mesmas merdas, vamos fazer outras!

Então o que eu desejo é isto: faça merdas diferentes. Liberte-se finalmente daquele relacionamento morno apenas porque é cômodo. Levante a bunda da frente da TV e vá aprender aquele instrumento que você passa a vida dizendo que um dia vai aprender. Mude o restaurante, mude o cabelo, mude o caminho. Mude! Desobedeça! Não acredite no que falaram, você pode!


Eu desejo que você dê o passo maior que a perna, que fale de boca cheia, que dê risada até doer. Que você se apaixone e se desapaixone quantas vezes forem necessárias, e que não se conforme com menos. Que você pare de se preocupar com o que os outros vão falar, que o celular do vizinho é mais novo que o seu: cuide da sua vida, não da dele! Que você ganhe bem, que você ganhe mais, que você peça aumento e prove que você merece, que se desenvolva e não apenas se sinta feliz por ter um emprego. Aliás, eu espero que você nunca mais precise trabalhar: encontre a profissão que você ama e seja pago para se divertir! E que o que você queira fazer da vida seja crescer, evoluir, melhorar, tentar diferente.

Agora, se você quer apenas ficar aí parado, fui…tenha um 2013 repleto de mudanças...PRA MELHOR, É CLARO!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Frank Zappa!!!


            
Frank Zappa foi um dos mais estranhos e geniais músicos do rock, e nascia no dia 21 de dezembro de 1940 em Baltimore, se estivesse vivo completaria 72 anos de vida.

Na adolescência, ele adquiriu um gosto por compositores de música de vanguarda baseada na percussão, como Edgard Varèse, e também pelo rhythm and blues dos anos 1950.

Zappa começou a escrever música clássica no ensino médio, à mesma época em que tocava bateria em bandas de rhythm and blues - ele fez a troca para a guitarra posteriormente.

Influenciado por vertentes tão diversas quanto música clássica e grupos vocais da década de 50, durante seus mais de 30 anos de carreira bastante produtiva revolucionou a maneira de fazer música moderna, deixando de lado os apelos do mercado fácil das grandes gravadoras e levando o experimentalismo a limites inéditos.

Além de músico foi letrista como poucos, cínico e ácido, nunca poupando ataques a nenhuma forma de poder estabelecido (fossem governo ou grandes gravadoras).

Seu estilo foi frequentemente associado ao jazz moderno mas classificar a música de Frank Zappa jamais será das tarefas mais fáceis.

Em 1964 se juntou à banda Soul Giants que seria a base para a formação dos Mothers (que teve posteriormente o nome modificado para Mothers of Invention).

 Gravando num pequeno estúdio montado por Zappa a banda teve seu primeiro disco, Freak Out, lançado pela MGM em 1966.
Com este disco Zappa provou que era possível fazer música pop com qualidade.
Imediatamente o álbum se tornou um cult na Inglaterra, embora sem grande repercussão nos estados unidos.

Os diversos álbuns que se seguiram viriam a mostrar o satirismo e experimentalismo que seriam marca registrada de Frank Zappa.

Nem mesmo o clássico Sgt Peppers dos Beatles é poupado com o lançamento de We're Only in It for the Money (uma sátira a Beatles, beatniks e movimento hippie).

As influência de música clássica ficam claras em álbuns como Lumpy Gravy (gravado com orquestra).

A influência de pop e experimentalismo ficam claros em álbuns como Cruising with Ruben & the Jets (cheio de arranjos vocais ao estilo doo-woop).

Em 1970 a banda Mothers of Invention seria desfeita para retornar alguns meses depois com novos vocalistas, Mark Volman e Howard Kaylan.

Durante um show com os Mothers em 1971 Zappa foi empurrado do palco por um fã enlouquecido tendo de se recolher a um período entre camas de hospital e sua casa em que compôs diversos álbuns, remontando seu selo independente para não sofrer pressões de gravadoras (cabendo apenas a distribuição a grandes nomes da industria da música).

Em um outro show ocorreu o incêndio que ficaria famoso nos versos da música Smoke on The Water da banda Deep Purple.

Ao final da década de 70 remontou a banda Mothers of Invention, assumindo os vocais e lançando seus álbuns de maior vendagem.

Em seus últimos anos além de continuar compondo e gravando como nunca, cuidou de catalogar e relançar grande quantidade de seu material disponível em discografia pirata.

No início da década de 90 Zappa divulgou que sofria de câncer, interrompendo suas apresentações ao vivo.

Seu último show ocorreu na Tchecoeslosváquia a convite do presidente Vaclav Havel, seu fã.

Frank Zappa faleceu em 4 de dezembro de 1993, em sua casa, cercado por sua esposa e filhos.
Em uma cerimônia privada no dia seguinte, Zappa foi enterrado em um túmulo não marcado no Westwood Village Memorial Park Cemetery, em Westwood, Los Angeles.

Na segunda-feira, 6 de dezembro, a sua família anunciou publicamente que o "Compositor Frank Zappa foi para a sua última turnê pouco antes das 18:00 no sábado.




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Bob Dylan!!!


Robert Allen Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan, (Duluth, 24 de maio de 1941) é um cantor e compositor norte-americano.


Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapolis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961.


Carreira
Um Início de Protestos
Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, "Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional.


Seu segundo álbum, “The Freewhellin' Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit "Blowin' In The Wind", que se tornou um hino do movimento dos direitos civis.


Além desta, canções como "A hards-rain a gonna-fall", "Masters Of War", entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de "protesto", embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de "cantor de protesto".


Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela "rainha" folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum "The Times They Are-A-Changing" (1964) apenas consolidou esta posição.


Mas logo Dylan mudou de rumos artísticos, afastando-se do movimento folk de protesto e voltando-se para canções mais pessoais, instrospectivas, ligadas a uma visão muito particular de mundo.


As questões sócio-políticas de seu tempo: racismo, guerra fria, guerra do Vietnã, injustiça social, cedem espaço para a temática das desilusões amorosas, amores perdidos, vagabundos errantes, liberdade pessoal, viagens oníricas e surrealistas, embaladas pela influência da poesia beat.


Esta transição se dá entre 1964 e 1966, quando Dylan eletrifica a sua música, passa a tocar com uma banda de blues-rock como apoio e choca a platéia folk, com sua aproximação ao rock.


Na época, muitos ignoravam que Dylan já havia tocado rock n'roll na adolescência e apreciava artistas country como Johnny Cash, que já trabalhavam com instrumentos elétricos desde os anos 50.


O sucesso dos Beatles e demais roqueiros britânicos na releitura do rock americano também chamaram-lhe a atenção.


Em compensação, foi aclamado pela crítica, ampliou o seu público (mesmo sendo chamado de "traidor" por fãs do Dylan cantador folk), tornando-se cada vez mais influente entre artistas contemporãneos (John Lennon que o diga) e lançando os mais apreciados discos de sua carreira, com uma série de canções clássicas de seu repertório:


"Maggie's Farm", "Subterranean Homesick Blues", "Gates of Eden", "It's Alright Ma (I'm Only Bleeding)", "Mr. Tambourine Man", "Ballad Of A Thin Man", "Like a Roling Stone", "Just Like a Woman", entre outras, lançadas em seus álbuns mais inspirados: "Bringing It All Back Home" e "Highway 61 Revisited" de 1965 e o duplo "Blonde on Blonde", de 1966.



Transição

Em maio de 1966, após uma tumultuada turnê pela Inglaterra, devido ao formato rock dos shows, Dylan sofreu um grave acidente de moto que o afastou dos palcos e gravações até 1968.


Em seu retorno, surpreendeu o público e a crítica com o álbum "John Wesling Hardin", fortemente influenciado pelo country, tendência que acentuou-se no trabalho seguinte, "Nashville Skyline", que trouxe o clássico "Lay Lady Lay" para as paradas.


Limitando-se a apresentações esporádicas, das quais a mais importante foi sua participação no Festival da Ilha de Wight em agosto de 1969, além de sua participação no Concerto para Bangladesh, organizado por George Harrison em 1971, Dylan só voltaria a realizar turnês em 1974.



Anos 70

O que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. Apenas algumas canções destacam-se: "If Not For You" (1970), "Knockin' on Heaven's Door" (1973), "Forever Young" (1974).


Mas, ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo "Before the Flood" (1974).


Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz "Blood On Tracks" (1975) e "Desire" (1976), seus melhores discos nos anos 70, aclamados pela crítica. Deste último, a canção "Hurricane", baseado na história de Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente, foi um sucesso espetacular, ao mesmo tempo que a turnê Roling Thunder Revue (75/76) era aclamada por crítica e público.





Conversão

Após seu divórcio em 1977, da esposa Sara Lownes, com quem era casado desde 1965, Dylan viveu uma grande crise pessoal, que refletiu-se em seu trabalho artístico.


Depois de uma turnê mundial em 1978, em parte registrada no duplo ao vivo "At Budokan" (gravado no Japão), ele voltou-se para a música gospel, após converter-se ao cristianismo e filiar-se a uma igreja.


Foi o período mais controverso e polêmico de sua carreira, principalmente por Dylan afastar-se de seu repertório clássico e investir em canções com temática cristã.


Nesta nova fase, surprendeu seus antigos fãs e se apróximou de músicos do segmento cristão, como Larry Norman, Chuck Girard[2] e Keith Green, em cujo álbum "So You Wanna Go Back to Egypt" chega a gravar uma participação com sua harmônica.



Mais importante do que isso, motivado por sua nova espiritualidade, Dylan gravou três álbuns: "Slow Train Coming" (1979) considerado o mais inspirado dos três, deu a Dylan um Grammy de melhor vocal masculino, pela canção "Gotta Serve Somebody".


O segundo álbum, "Saved" (1980), teve uma recepção menos entusiasmada, embora na opinião de Kurt Loder da Rolling Stone este álbum fosse superior ao primeiro. "Shot of Love" (1981) encerra a fase cristã de Dylan.


A despeito da intolerância das críticas à época do seu lançamento, em 2003, o conteúdo das músicas de "Gotta Serve Somebody" foi depurado, revisitado e redimido por nomes como Shirley Caesar, Helen Baylor, Chicago Mass Choir e outros representantes da música afro-americana, em "The Gospel Songs of Bob Dylan", um CD que se desdobrou em indicação para o Grammy e em documentário (2006) sobre esta fase.


O jornal International Herald Tribune declarava que a interpretação afro-americana levava a música de Dylan a um outro patamar.






Anos 80

Com "Infidels", de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã, volta-se inesperadamente para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico.


Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. As apresentações ao vivo, em que volta a interpretar suas canções clássicas, marcam uma reconciliação com seu público.


Em 1985 participa do especial We are the world com outros 40 grandes nomes da música estadunidense -entre eles Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder - pela campanha contra a fome na África.



Dylan continua a gravar regularmente, buscando uma sonoridade "made anos 80" ao mesmo tempo em que tenta preservar seu estilo.


"Down In The Grovy", álbum de 1988, passou despercebido, contém várias covers, mas equivale a uma declaração de princípios, com canções de folk-rock, gospel, rock, que demarcam os gostos artísticos preferenciais do artista.


Depois de uma turnê com a lendária banda californiana Grateful Dead, ele lança o álbum "Oh Mercy" (1989), elogiado pela qualidade inesperada das canções e volta às paradas com o super-grupo Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, além de Jeff Lynne e Roy Orbison.




Anos 90

No início dos anos 90, Bob Dylan parece dar uma "parada" na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais.


Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de vários nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros.



Depois do acústico produzido para a MTV em 1994, Dylan só voltaria com um CD de inéditas em 1997 (Ano que vários outros famosos voltaram a ativa com sucesso, entre eles os Bee Gees.


O álbum "Time Out Of Mind" ganharia vários prêmios Grammy e foi considerado por muitos uma nova ressurreição artística, confirmada pela qualidade de "Love and Theft" (2001).


Neste mesmo ano a revista Rolling Stone publicou uma lista com as 500 melhores músicas da história e em primeiro lugar ficou Like a Rolling Stone, de Bob Dylan.


Atualmente registra-se um novo interesse pela vida e obra de Dylan, com o lançamento oficial de várias gravações piratas, além do lançamento do documentário "No Direction Home", de Martin Scorsese, que flagra os anos iniciais de sua carreira (1961-1966) e, mais recentemente, com "Modern Times", seu novo álbum lançado em 2006, com o qual, pela quarta vez na carreira, Dylan conquistou a liderança do ranking dos mais vendidos dos Estados Unidos, vendendo 192.000 cópias na primeira semana.


A última vez que Dylan tinha alcançado a liderança nos Estados Unidos, foi com o álbum "Desire", de 1976, que ficou 5 semanas no topo das paradas. Antes disso, alcançou o primeiro lugar com o clássico disco "Blood On The Tracks", em 1975, e com "Planet Waves", no ano anterior.


Pintor



Bob Dylan também pinta e desenha tendo lançado um livro de desenhos "Drawn Blank" em 1994.



Fez a sua primeira exposição denominada "The Drawn Blank Series" no Museu Kunstsammlungen em Chemnitz (Alemanha) (onde há obras de Munch e Picasso) entre Outubro de 2007 e 3 de Fevereiro de 2008 com 175 aquarelas e guaches.



Escritor

Dylan escreveu o livro Tarântula em 1966, mas só foi publicado em 1971. Foi publicado em Portugal em 2007.
Neste dia 21, e amanhã dia 22 Bob Dylan se apresenta na Capital Paulista!!!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Kurt Cobain!!!


No dia 20 de fevereiro de 1967, nascia o filho de Wendy e Donald Cobain, Kurt Donald Cobain. O ex-vocalista e guitarrista da banda NIRVANA.

Filho de uma família humilde de Aberdeen, costa oeste do Estados Unidos, Kurt foi uma criança super protegida.
Tímido, tinha bronquite e costumava passar os dias desenhando sozinho, ou melhor, com seu amigo imaginário Buddah, a quem, muito tempo depois Kurt dedicaria sua carta de suicido.


Kurt havia começado a mostrar interesse pela música quando tinha apenas 2 anos de idade.
Sua tia lhe deu discos dos Beatles e do Monkees. Um dos discos favoritos de Kurt era Alice's Restaurant, de Arlo Guthrie.


Com 3 anos, Kurt já não gostava de policiais, quando os via começava a cantar "Xingue os policiais, xingue os policiais, os policiais estão vindo, ele vão te matar!".
Dois anos mais tarde, ele enchia latas de refrigerante com pedrinhas e jogava em carros da polícia, mas nunca acertanto o alvo.
Foi Mais menos nessa época que Kurt aprendeu a levantar o dedo da forma "honrosa".


Sua tia Mary lhe deu um bumbo de bateria quando ele tinha apenas 7 anos. Kurt era muito ousado e saia pelas ruas cantando "Hey Jude" e "Revolution" dos Beattles.

Foi também aos sete que começou a tomar, por prescrição médica, anfetaminas.
Depois para contrabalançar a hiperatividade, lhe foram receitados sedativos. o metabolismo de Kurt iniciava então uma longa história de João Bobo na mão das substâncias químicas.

Kurt era um desenhista, todas achavam que suas pinturas eram ótimas, menos ele.


Até a terceira série Kurt queria ser um astro do rock, Don e Wendy lhe compraram uma pequena bateria do Mickey Mouse. Ele tocava todo dia, até ela estar completamente acabada.

Kurt sempre teve problemas de saúde, quando criança a hiperatividade, e a bronquite crônica, e na oitava série descobriram que Kurt tinha um pequeno grau de escoliose, uma curvatura na espinha e com o passar do tempo, com o peso da guitarra, fez com que isso ficasse pior.

Em 1975, aos oito anos de idade, os pais de Kurt se divorciaram, e ele passou a viver com a mãe.
Mas ela só aguentou ficar três meses com Kurt. Revoltado com o fim do casamento dos pais, o garoto tinha passado o verão inteiro batucando desesperadamente e não aceitara de maneira alguma o movo namorado de Wendy, ele o chamava de "um esquizofrênico paranóico.
O grande e cruel surrador de esposas, ect...". Kurt descontava em qualquer um sua raiva e a mãe não conseguia mais controlá-lo. Então Kurt foi morar no trailer de seu pai Donald, empregado de uma serralheria, em Montesano.

Kurt não se dava bem com sua nova família, sua madrasta dizia "Até hoje não consigo pensar em uma pessoa mais falsa". Kurt faltava a escola e se recusava a fazer tarefas domésticas. Don queria que ele fosse um pequeno adulto, não uma criança, ele queria uma criança responsável.

Kurt tinha o costume de entrar no carro do pai para ouvir "News Of The World" do Queem várias vezes.
Às vezes ele escutava tanto que ele tinham que encontrar alguém para ajudar o carro a pegar no tranco.

Neste meio tempo, Kurt começou a descobrir novas músicas do que as dos Beatles e dos Monkees. Seu pai começou a montar uma coleção de discos depois de alguém conseguir convence-lo a entrar no Clube de Discos.
 
Todos os meses vinham discos de bandas como: Aerosmith, Led Leppelin, Black Sabbath e Kiss...


A vida de Kurt foi muito sofrida pois 2 vezes ao ano mudava de Aberdeen para Montesano, também mudando de escola.

No seu 14º aniversário Kurt ganhou sua primeira guitarra e um amplificador de 10 watts de seu tio Chuck. Amor à primeira vista.


Em uma semana e meia de aula, já conseguiu aprender "Back in Black" do AC/DC. Neste mesmo ano Kurt diz, não ter conseguido fazer nenhuma nova amizade, pois achava que Aberdeen era uma cidade maior, achava que ele não era superior ninguém lá.

Kurt adorava a idéia do Punk Rock, mesmo sem saber como era ( Na cidade de Aberdeen, não se vendia discos de Punk Rock ), alguns anos mais tarde conseguiu um disco do Clash e ficou muito decepcionado, pois descrevia o Punk Rock de outra maneira"


Em abril de 1984 a mãe de Kurt se casou com Pat O'Connor. Pat estava bebendo muito na época e Wendy tinha muitos problemas - ela nunca achava que conseguiria lidar com Kurt, mas Kurt acabou conseguindo convence-la a pegá-lo novamente.
 
Num dia, Pat passou um dia inteiro fora de casa, e so voltou no outro dia de manhã, as 7:00, bêbado e cheirando a mulher, como diz Wendy. Foi então que dois caras entraram na loja para encher o saco dela. "Hei, onde estava Pat a noite passada?. Wendy ficou doida e se embebedou com outra amiga. Depois foi para casa e explodiu contra Pat. Na frente das duas crianças ela pegou uma das várias armas do armário e ameaçou atirar nele, mas não sabia carregar as armas. Então ela pegou todas as armas e levou elas para rua, com Kim levando uma grande sacola de balas, até o rio Wishkah e jogou-as na água.
 
Daí vem a história do malandro Kurt, que pagou alguns amigos para pegarem de volta as armas e depois as vendeu.
 
Kurt comprou seu primeiro amplificador com o dinheiro da venda. Depois disso ele levou o cara que vendeu o amplificador dele até onde ele comprava maconha e o cara gastou o dinheiro da venda do amplificador em maconha.

Kurt tocava sua guitarra muito alto. Todos vizinhos reclamavam.

Nessa época Kurt conheceu na escola um tipo engraçado, muito alto para sua idade e que provocava risos em todos. O nome do garoto: Krist Novoselic.

Intratável na casa do pai e na da mãe, logo Kurt estaria se misturando com o pessoal do Melvins.

Apresentado ao Punk Rock e às drogas, Kurt logo estaria formando bandas. A Fecal Matter (matéria fecal), com Noveselic, daria origem ao Nirvana.


Em junho de 1985, aos 18 anos, Kurt largou a escola sem completar o segundo grau e tomou heroína pela primeira vez. Com os amigos pichou "Deus é Gay" numa igreja de Aberdeen, tornando-se pessoa "não grata" na área.
Hora de mudar para a vizinha Olympia, cidade não muito maior, porém efervescente culturalmente. Instalado no apartamento da namorada Tracy Marander, Kurt ficava 8 horas por dia com a guitarra compondo, anfetaminadissímo. A gastrite que o atormentou até o fim dos dias e que ele usou como desculpa para tomar heroína começou nessa época.

Graças a um empréstimo de Tracy, o Nirvana gravou um Demo com Jack Endino. O Produtor indicou o grupo para o Subpop e, no primeiro encontro com a gravadora, um sóbrio Kurt, disse que o trio era a melhor coisa surgida desde os Beatles. Impressionou.
Logo viria o primeiro Single, "Love Buzz"e o álbum Bleach, cujos vocais foram gravados entre vidros e mais vidros de xarope com Dramamine.


Em 90, chegou a cocaína, droga que faltava em sua vida. No ano seguinte nascia uma estrela. Kurt passou a querer tratamento especial nas viagens.
 
Reclamava se o uísque não era Glenfiddich, mas continuou absolutamente genial e ácido em tudo o que expressava...Depois do contrato milionário com a Geffen, mergulhou na heroína. Dormia a toda hora em qualquer lugar, até no meio de sessões de foto.

Kurt Cobain se casou com Courtney Love no dia 24 de fevereiro de 1992 em Waikiki, no Hawaii.


Em 92, a ironia das ironias, o Kurt que mergulhava nos braços dos fãs, proclamando igualdade entrr artista e platéia, exigiu 75% de tudo o que o Nirvana ganhava (com efeito retroativo! - ou seja, tornando-se credor milionário de Dave Grohl e Krist Noveselic).

No dia 22 de junho de 1992 Kurt tem um colapso em Belfast devido a problemas digestivos.

No dia 18 agosto 1992 nasce Francis Bean Cobain.

Cheio de armas e violento contra Courtney Love, seu grande amor, o hiper-sensível Kurt a obrigou a chamar a polícia duas vezes para contê-lo.
Ele ainda sofreria duas overdoses em 93.
 
Segundo o produtor de In Utero, Steve Albini, a única coisa que o tirava da apatia era a filha Frances. Mas logo viria a tentativa de suicídio com Rohypnol, em Roma.
Kurt não funcionava mais como artista, marido, pai...Numa tática antivício chamada tough love, amor duro, foi posto contra a parede por Courtney e todos os que o amavam.
Foi para um clínica em Los Angeles, fugiu. Patético, teria perguntado a um traficante nos dias próximos do seu suicídio: "Onde estão meus amigos agora?"

Mesmo controlando a carreira com punhos e inteligência de aço, Kurt passou poucos dias de seus últimos 6 anos longe da heroína.
 
Já na primeira turnê européia do Nirvana, Kurt sofria um colapso em pleno palco de Roma. Surtou, quebrou microfones, ameaçou acabar com o grupo e quase não chega vivo a Londres, de onde saiu consagrado como sensação underground.
 
Sua saúde psíquica poderia ter lhe custado a vida antes mesmo que viessem as tais "pressões do sucesso" e o conflito entre o idealismo punk e a vida corrompida de milionário do rock.

No dia 04 de março de 1994, Kurt Cobain é hospitalizado e entra em coma. No dia seguinte ele acorda e pede um milkshake.
 
No dia 08 deixa o hospital caminhando sozinho.

Kurt tinha o mundo nas mãos, e um revólver também. Achou que morto ficaria mais sossegado do que recebendo em vida a adoração de milhões de pessoas.
E assim, um mês mais tarde, mais provavelmente no dia 05 de abril de 1994, Kurt Cobain se suicidou com um tiro na cabeça. Seu corpo só foi achado três dias depois pelo eletricista Gary Smith, que cuidava da segurança da residencia.

O velório ocorreu no mesmo dia em Seattle, foi neste dia que sua mulher, Courtney Love leu seu bilhete de suicídio, dizendo que ele não agüentava mais a fama.
Kurt deixou sua esposa e sua filhinha Frances, na época com 1 ano e meio de idade. Em dezembro do mesmo ano o investigador de Courtney Love informa que ela acredita que Kurt foi assassinado.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Cássia Eller!!!



                

Nascia no dia 10 de dezembro de 1962 no Rio de Janeiro, Cássia Eller.

Cantora de sucesso, homossexual assumida, viveu em diversas cidades brasileiras e teve empregos tão estranhos quanto servente de pedreiro.

Em 1994, teve um filho com um músico, o baixista Otávio Fialho.

Nasceu no Rio de Janeiro, tendo vivido também em Santarém, Belo Horizonte e Brasília.

Tocava violão desde os 18 anos, cantou também ópera e frevo e tocou surdo em um grupo de samba.
Lançou seu primeiro disco em 1990 e, a partir de então, consagrou-se como a mais importante cantora do universo pop/rock dos anos 90.


Cássia Rejane Eller nasceu no dia 10 de dezembro de 1962, filha de um sargento paraquedista do Exército e foi chamada Cássia, por sugestão de sua avó, devota de Santa Rita de Cássia.

Nasceu carioca e, aos seis anos, mudou-se com a família para Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Quatro anos depois, morava no Pará, na cidade de Santarém e aos 12 voltou para o Rio.

Sua mãe tinha amigos músicos e ela, aos 14 anos, já se interessava em ser cantora e tocava violão, cantando principalmente músicas dos Beatles.


Com 18 anos, mudou-se novamente.
Desta vez a família foi para Brasilia.

Um ano depois, Cássia participou de um show de Oswaldo Montenegro, mas já cantava em coral, vivia fazendo testes para musicais e participara de duas óperas, no coro.

Trabalhava ainda como garçonete e cozinheira.

De volta à Minas, trabalhou como servente de pedreiro.

Aos 20 anos estava novamente no Distrito Federal e fez parte do primeiro trio elétrico da capital e cantava em um grupo de forró.
Pensou em ser cantora de ópera, mas não tinha paciência para estudar, nem mesmo canto lírico.
Tanto que abandonou a escola sem concluir o segundo grau.

Em 1989 um tio seu, Anderson, resolveu ser seu empresário.
Em São Paulo, providenciou a gravação de um demo e levou-o à Polygram.
Cássia já tinha 26 anos.

No demo, estava gravada a música “Por Enquanto”, de Renato Russo.
A Polygram a contratou e esta mesma música foi o seu primeiro grande sucesso, num disco lançado em 1990.

A partir de então, começou uma carreira brilhante, com muitos discos gravados e inúmeros sucessos.

Em 1994 nasceu seu filho, Chicão (Francisco Ribeiro Eller). O pai era o baixista Otávio Fialho, que morreu num acidente de automóvel pouco antes do nascimento da criança.
Mas Cássia vivia desde 1987 com Eugênia Vieira Martins e Chicão foi criado então por elas.


De 1998 a 2000, a cantora fez um tratamento de desintoxicação para se livrar do vício na cocaína. Ela própria dizia que a cocaína estava atrapalhando a sua vida.

Por isso, no dia 29 de dezembro de 2001, quando Cássia foi levada para a Clínica Santa Maria, nas Laranjeiras, no Rio, reclamando de enjôos e do estresse de excesso de trabalho e, depois de três paradas cardíacas, morreu, muita gente achou ela morrera por overdose de drogas.

Esta hipótese foi porém descartada posteriormente pelos médicos.


Cássia Eller tinha apenas 39 anos quando morreu e sua companheira travou uma luta contra a intolerância, o preconceito e as leis anacrônicas para poder manter a guarda do filho da cantora que vinha sendo criado por elas.

   

Álbuns

AnoÁlbumCertificaçõesVendasNotas
1990Cássia Eller-60.000
1992O Marginal-50.000
1994Cássia EllerOuro160.000
1996Cássia Eller Ao VivoOuro200.000
1997Veneno AntiMonotoniaOuro150.000
1998Veneno Vivo-50.000
1999Com Você... Meu Mundo Ficaria CompletoOuro150.000
2001Acústico MTVDiamante1.100.000
2002Dez de Dezembro-50.000
2006Rock in Rio: Cássia Eller Ao VivoPlatina100.000


 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Jim Morrison!!!


Jim Morrison, líder da banda The Doors, foi encontrado morto na banheira de um apartamento alugado em Paris, no dia 03 de Julho de 1971. Ele tinha 27 anos.


Clarke James Douglas Morrison nasceu em Melbourne (Flórida) neste dia 08 de dezembro, em 1943.

Seus pais eram Clara Clarke e George Stephen Morrison.Ele tinha dois irmãos, Andy e Anne Morrison.
Seu pai era um militar dos EUA, e desde a infância, sua família mudou-se para várias cidades devido a carreira do pai.

Desde jovem era fascinado pela literatura e poesia.

Morrison saiu de casa aos dezenove, estudou na Universidade Estadual da Flórida e depois cinema na UCLA, em Los Angeles, parte da mesma geração do famoso cineasta Francis Ford Coppola , que, anos mais tarde, iria usar a faixa The End como trilha sonora introdutória de "Apocalypse Now", o seu filme ambientado na Guerra do Vietnã.
Jim conseguiu se formar, mas nunca foi buscar os seus papéis, ele havia perdido todo o interesse na indústria cinematográfica.

Decidiu concentrar-se naquilo que sempre considerou sua verdadeira vocação, a poesia.

Para este fim, ele mudou-se para Venice Beach em Los Angeles, Califórnia.

Esta foi uma época de descoberta de Jim. Por um lado, a abordagem de drogas psicodélicas que tanto o fascinava, como a maconha eo LSD peyote (segundo o seu favorito), cortesia de autores como Baudelaire e Aldous Huxley , e em segundo lugar, o nascimento de cultura hippie floresceu em todo lugar e vivia cercado.
No entanto, ele nunca se identificou com ele e até mesmo desprezada pela maior parte devido ao seu niilismo. Sua visão do mundo estava longe de hippies questões fundamentais, tais como o alcance da mente através da meditação, vegetarianismo, ou astrologia.

Diz-se que o alto QI de 149.1 Embora não seja comprovado em testes de QI, naqueles dias, é verdade que a leitura de textos complexos para a maioria, incluindo obras de autores como Friedrich Nietzsche , Aldous Huxley, Jack Kerouac, Charles Baudelaire , Arthur Rimbaud , o Conde de Lautréamont Emanuel Swedenborg, Gerard de Nerval e William Blake , entre muitos outros.

Um professor até disse Jim seus biógrafos que costumava ir à Biblioteca do Congresso para ver se havia alguns dos livros que li, disse Jim. Os professores conversaram longamente com Jim sobre os livros deste tipo. De acordo com declarações de alguns, "parecia como se ele tivesse escrito aqueles livros, a maioria dos outros alunos não conseguia entender como ele".


Em 1965, depois de se formar na Universidade da Califórnia, teve um encontro casual com Ray Manzarek, um ex-colega na faculdade e um outro músico (que estava na banda Rick and The Ravens). Com o intuito de difundir sua poesia, Jim mostrou-lhe que poderiam ser músicos.
Jim, sentado na areia macia de Veneza, timidamente, cantou o primeiro verso de "Moonlight Drive".

Manzarek foi surpreendido por seu talento e lhe pediu para formar uma banda de rock.
Após diversas mudanças na formação da banda, acabou formando The Doors, Ray Manzarek nos teclados, Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria (os dois últimos do grupo The Psychedelic Rangers), para além da voz Jim.

O nome escolhido a partir do título do ensaio As Portas da Percepção de Aldous Huxley sobre o LSD se inspirado na citação de William Blake: "Se as portas da percepção foram refinados, tudo apareceria ao homem como é, infinito "(" Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria ao homem como é, infinito ").


Depois de dar vários shows locais em Los Angeles, ganhou um contrato para tocar em um bar conhecido como "Whisky a Go Go".

Noite após noite, eles tocavam, e dentro do repertório, uma longa canção que foi composta com base em improvisações chamado O Fim.
Morrison adicionado ou removido de sua poesia à vontade, dependendo do seu humor.
Um dia, depois de consumir grandes quantidades de álcool, maconha e LSD, Jim teve que ser carregado por seus companheiros quase arrastou para o bar e de alguma forma conseguiu fazê-la cantar. Ao chegar na interpretação do fim, como sempre fazia, começou a improvisar na música, mas que o momento final, não apenas uma parte da lenda de The Doors, mas a cultura rock em geral. Morrison escreveu uma versão resumida ao vivo e original da tragédia de Édipo, personagem de Sófocles, para a crueldade acaso do destino, acaba matando o pai e casar com sua mãe. "Pai? (Pai?)-Sim, são eles? (Sim, filho.)-Eu quero te matar.(Eu quero matar.) Mãe? (Mãe?)-Quero.foda-se!.(I.Foda-se!).

Ouça a canção no Link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=JSUIQgEVDM4&feature=player_detailpage


Em 1967 a banda lançou seu primeiro álbum, chamado simplesmente de The Doors.

Foi com o single "Light My Fire, totalmente escrita por Robbie Krieger, a banda permaneceu várias semanas no topo da Billboard popularidade revista, durante o Verão famosa do Amor, 1967.


Foi tanto o impacto sobre as drogas, que Jim se tornou um especialista no assunto, o interesse em xamanismo por causa de sua estreita relação com o peyote.
Ele até escreveu um tratado sobre drogas. Diz-se também a ser caracterizada por suas pequenas xamã dançando ao estilo indiano, e, na chegada em Los Angeles, viu a morte de um índio em um acidente. A lenda diz que se você ver um índio morto, seu espírito se encarna em você.

Seus provocativos no palco, perturbando a ordem pública, fez a sua shows foram proibidos em várias cidades EUA. Em primeiro de março de 1969, foi levado a julgamento na sequência de uma performance em que alguns participantes disseram que mostrou o seu pênis e masturbação simulada, entre outras coisas (apesar de não haver provas).


Em 1971, sob o risco de ser condenado à prisão, decidiu deixar a música e se estabelecer em Paris onde se dedicou inteiramente a sua maior inclinação: poesia.

É importante notar que Morrison deixou a carreira musical em seu momento de maior popularidade, e na ocasião os Doors competiam com grandes bandas como The Beatles e The Rolling Stones.

Com seu nome completo, o James Douglas Morrison Clarke, já havia publicado dois livros de poemas pequenos The Lords (Senhores) e as novas criaturas (A Nova Criação) e o livreto An American Prayer (An American Prayer) e Ode ao L.(Ode to LA), poema dividido entre partidários do grupo em um show após a morte de Brian Jones, guitarrista dos Stones, afogado em uma piscina por causa de uma overdose.

Em 03 de julho de 1971 Jim Morrison foi encontrado morto na banheira de seu apartamento no bairro de Marais de Paris, na França, onde viveu com sua mulher, Pamela Courson (embora existam muitas outras versões de sua morte, incluindo a idéia de suicídio e homicídio).



Não houve autópsia, mas disse que ele morreu de um ataque cardíaco, de acordo com a certidão de óbito. Há pessoas que questionam a versão oficial, porque as circunstâncias eram estranhas.

Foi dito que o pai de Jim levou o corpo de seu filho para o cemitério para levar os Estados Unidos, mas as fontes de Père Lachaise, o famoso cemitério onde foi enterrado, eles dizem que ninguém pode manter um corpo sem saber a administração.

Ele também coloca em questão o fato de sua morte, como seus cartões de crédito e os passaportes ainda estavam válidos.

Os únicos que viram o corpo dele foram Pamela, e um médico.

Outras versões dizem que ele sofreu uma overdose de heroína (que não gostava) no banheiro de Paris Rock'n'Roll Circus e mais tarde foi transferido para casa.

Nessa estranha morte, tem havido muitas especulações.Várias pessoas relataram ter visto o Rei Lagarto em um café de Paris, e vários lugares de má fama de Los Angeles, vestindo uma roupa de couro preto, mas estes rumores nunca foram provados.

Diz-se também que, após sua morte, uma pessoa que afirma ser Jim Morrison e vestido como ele, tem talões de cheque em seu nome.


Ray Manzarek, tecladista do The Doors, disse:

"Se há um tipo capaz de encenar a sua própria morte através da criação de um certificado de morte ridícula e pagar um médico francês," colocaram um saco de cento e cinqüenta quilos no caixão e ir para qualquer parte do mundo-África, quem sabe, esse cara é Jim Morrison. Ele próprio seria capaz de trazer isso para fruição ".

Jim Morrison morreu aos 27 anos, como outros roqueiros famosos como Robert Johnson, Brian Jones, Jimi Hendrix , Janis Joplin e Kurt Cobain
.Seu epitáfio foi escrito em grego antigo ("Kata ton eaytoy Daimona") e pode ser traduzido como "cada um o seu próprio demônio".

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Imortal Little Richard!


  


Homossexual assumido, pastor protestante e um dos maiores egos que já passaram pelo planeta, dizia ser um presente de Deus para a humanidade.

Little Richard nasceu Richard Wayne Penniman no dia 5 de dezembro de 1932 em Macon, no estado da Georgia.

Terceiro de uma família de doze irmãos, era o filho preterido pelo pai e que sofria deboches dos irmãos por já demonstrar uma sensibilidade típica do que é costumeiramente chamado de mariquinhas.
Teve uma infância triste, afastado dos garotos de sua idade, também por causa de um defeito na perna esquerda, mais curta que a direita, o que impedia que ele brincasse normalmente.
Aos sete anos sapateava nas ruas para ganhar trocados, aos oito ganhou um concurso local de talentos.

Como a maioria dos negros de sua época, aprendeu a cantar em uma igreja evangélica, e no processo aprendeu também a tocar o piano.


Cansado de ser motivo de deboche, fugiu de casa aos 14 anos para se juntar a um grupo de músicos andarilhos chamados de Dr. Hudson's Medicine Show, trabalhando como cantor, dançarino e pianista.

Richard Penniman mudou seu nome para Little Richard, o "Little" (pequeno) em função de quê, segundo ele, "todos os bluseiros que ele conhecia usavam 'Little' no nome" como Little Walter.

Uma vez em Alabama, passou a viajar com Sugar Foot Sam em outro típico Medicine Show, um show de variedades que no final tentava lucrar com a venda de algum remédio, geralmente um tônico feito de ervas.

Em 1951, ganhou um concurso de talentos no 81 Theater, na cidade de Atlanta, capital do seu estado Georgia, o que lhe permitiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Victor (antes de se unir à RCA), um compacto que não provocou nenhuma mudança em sua vida artística.

Ele, a esta altura, estava lavando pratos em uma lanchonete ligada a uma estação de ônibus.
Teve a oportunidade de gravar um segundo compacto que igualmente não lhe trouxe maiores perspectivas.
Mesmo assim, tinha montado uma banda própria, para apresentações ocasionais à noite.

Em 1952 juntou-se ao grupo Tempo Toppers, capitaneado por Raymond Taylor e baseado em Nova Orleans, com apresentações constantes no Club Tijuana.
Entre 1953 e 54 gravaram quatro músicas para o selo Peacock, em Houston, inicialmente como The Tempo Toppers e depois já como Little Richard and the Deuces of Rhythm.

 Entre essas gravações, principalmente durante o ano de 1953, Little Richard voltou a sua cidade natal trabalhando fora do âmbito artístico, novamente como Richard Penniman, onde casou e teve um filho.

Em 1955, já com uma nova banda, sua música demonstrava fortes influências não só do gospel que ele trazia da Georgia mas também do rhythm & blues de gente como Roy Brown, Jay Hawkins e Fats Domino.
Sua postura artística também já amadurecera para incluir um topete imenso e uma maquiagem facial pesada.


Lloyd Price, autor de, entre outras preciosidades, "Lawdy Miss Clawdy", ao assistir a uma apresentação, sugeriu que Richard mandasse uma demo para a Specialty Records.

A gravadora ficou satisfeita e Richard assinou um contrato, mas a primeira sessão deixou a desejar.

Em um intervalo para o almoço, ao ver um piano em um canto da lanchonete, Little Richard, com sua eterna necessidade de chamar atenção, sentou-se ao piano e começou a tocar uma canção extremamente obscena para a época e cheio de seus "woooo's", que se tornaria parte de sua marca ou assinatura musical.
"É isso que queremos nos seus discos", falou o produtor, e assim, surgiu a canção "Tutti Frutti", gravada com uma letra menos picante.

E Little Richard nasceu para o mundo. A letra original dizia: A wop bop a loo mop, a good goddam! Tutti Frutti, good booty! (boa bunda).

Pela Specialty Records, entre 1956 e 57, Richard gravou diversas músicas que viriam a ser clássicos do rock de todos os tempos, como “Long Tall Sally”, “Rip It Up”, “Tutti Frutti”, “The Girl Can't Help It”, “Good Golly Miss Molly”, “Slippin' and Slidin'”, “Jenny, Jenny”, “Keep a Knockin'” e “Lucille”, entre outras.

Participou de filmes como “The Girl Can't Help It”, “She's Got It” e “Mister Rock And Roll”, que reforçaram sua imagem e ajudaram a divulgar sua música internacionalmente.


Vocalista mais virtuoso da primeira fase do rock and roll, Little Richard influenciou com seus falsetes, seu piano e seu temperamento extrovertido, os grandes nomes da história do rock, de Paul McCartney a Robert Plant, de Jerry Lee Lewis a Billy Preston, de Otis Redding a Freddie Mercury, de Elvis Presley a Prince.

Sua performance explosiva e insinuação em palco agitavam e levavam o público à loucura, chegando a causar tumultos.

Sempre o centro das atenções, sua música ajudou a promover a desmistificação entre brancos e negros, uma vez que os jovens brancos passaram a invadir os espaços reservados aos negros, diretamente em frente ao palco, para dançarem juntos.
Assim, jovens brancos puderam perceber melhor a discrepância do tabu racial vinda dos mais velhos e em que eram obrigados a acreditar.

Excursionou durante esse período não somente por todo os Estados Unidos, de costa a costa, como também foi um dos primeiros artistas a levar o rock 'n' roll para a Austrália.
Durante sua viagem de volta desta excursão, a meses depois do acidente mortal de outra lenda, Buddy Holly, seu avião teve problemas e Richard em pânico implorou a Deus que, se ele sobrevivesse, largaria a vida artística e voltaria suas energias para espalhar a palavra de Deus.
Ele diria depois que o chamado já estava lhe incomodando fazia tempo e que entendeu o incidente no aeroplano como um ultimato de Deus.

Após terminar alguns compromissos restantes, Little Richard abandonou a profissão em 1958, tornando-se novamente Richard Penniman, e passou a cursar a Oakwood Collage Seminary School em Huntsville, Alabama, formando-se em 1961 como bacharel em Teologia.
Foi ordenado ministro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, renegando seu passado mundano e se afastando do show business.


A gravadora Speciality não gostou nada desta decisão e procurou forçá-lo a se manter como performer, ameaçando-o à ter que assinar um acordo abrindo mão de todos os seus direitos sobre suas canções, como alternativa. Little Richard, porém, estava sério sobre sua crença religiosa e prontamente abriu mão de todos os direitos que detinha sobre sua música.

Em 1961 gravou discos religiosos e excursionou pelo sul de igreja a igreja, pregando e cantando hinos religiosos.

Mas Richard não conseguiu ficar mais de três anos longe do rock.

Em 1962, viajou para Europa, onde em Hamburgo conheceu os Beatles, seguiu para o Oriente e depois para a Austrália.

Em 1963 tocou na Inglaterra, a nova Meca do rock, para se juntar à excursão dos Everly Brothers, que incluía apresentações dos Rolling Stones e Bo Diddley.

Os tempos mudaram mas as apresentações de Little Richard eram uma das poucas atrações da já velha guarda que ainda mantinha o público pulando.

Com a Beatlemania e a posterior psicodelia, a maioria dos grandes astros da primeira fase caíram no esquecimento, como coisa do passado.
 Mas Richard ainda voltou para a América e fez temporada em Chicago, no City Opera House.

Em 1964, bandas como os Beatles e os Rolling Stones, com diversas entrevistas fazendo questão de frisar a importância dos artistas negros americanos na sua música, ajudaram Little Richard a conseguir um hit moderado com a canção "Bama Lama Bama Loo".

Em 1965 fez temporada no Paramount Theater de Nova York.

É neste período que Little Richard teve como guitarrista um desconhecido Jimi Hendrix, acorrentado pela obrigação de tocar de modo simples, com afinação tradicional e sem distorção de qualquer espécie.
Hendrix foi dispensado pouco antes de Little Richard seguir para uma excursão européia.

Eternamente tentando reconquistar o novo público jovem, esses anos, em sua maioria, foram bastante frustrantes para esse gigante do passado.
Ainda mais quando cálculos concluíam que até 1968 ele já havia vendido cerca de US$32 milhões em discos ao redor do mundo, nenhum centavo deste dinheiro indo para seu bolso.

Foi somente em 1969, após a psicodelia, com uma onda de revalorizar o rock simples do passado, que Little Richard conseguiu novamente atenção.
Entre todos os velhos roqueiros que reapareceram neste "revival", como Gene Vincent, Everly Brothers, Fats Domino e Chubby Checker, entre tantos outros, Little Richard e Chuck Berry foram os únicos a realmente sobressair.
É só a partir desta fase que Richard passa a ser visto como uma autêntica mega-estrela de todos os tempos pelo público americano.

 Ele se auto-pronunciou o "Arquiteto do Rock", seguido por outros títulos como “O Criador”, “O Emancipador”, “O Inventor”, e é claro, nada menos do que "O Verdadeiro Rei do Rock 'n' Roll".

Outro apelido curioso que ele recebeu foi "O Liberace de Bronze".
Richard ainda conseguiu em 1970 outro hit moderado com "Freedom Blues".
Passou o restante da primeira parte da década de 70 aparecendo em "talk-shows", dando entrevistas e fazendo pequenas apresentações em eventos nostálgicos.

Ao final de 1976, em eterno duelo com seu "outro lado", Little Richard sucumbiu novamente para a respeitabilidade de Reverendo Richard Penniman.
Mas como passou a ser visto como um ícone do rock 'n' roll, seus sermões apareceram nos jornais fora de contexto.
Em tais sermões, ele pregava a força absoluta da fé com frases como "Se Deus pode salvar um velho homossexual como eu, ele pode salvar qualquer um".
Em jornais sensacionalistas, a frase foi explorada indevidamente e a opinião pública o viu como um traidor decadente.

Com o tempo e a idade, o artista Little Richard e seu alter ego, o Reverendo Richard Penniman, aparentemente aprenderam a conviver em paz dentro do corpo desta personalidade tão complexa.

Little Richard reapareceu em 1986 para a filmagem de "Down And Out In Beverly Hills", uma comédia com Richard Drefuss e Betty Midler, onde Little Richard rouba o espetáculo como o vizinho que se irrita facilmente.
O filme abriria caminho para o seu último hit até o presente, a canção "Great Gosh O' Mighty".

Ainda em 1986 ele foi convidado a entrar para o Rock 'n' Roll Hall of Fame, o chamado Corredor da Fama, misto de museu e título de honra para seus membros.
Durante o seu discurso de agradecimento, ele começou a chorar em público, ato incomum para este artista geralmente muito seguro de si.
Em seu discurso de agradecimento, declarou que este tipo de reconhecimento é como um sonho se realizando.

Pouco depois Richard Penniman voltou a pregar a palavra de Deus enquanto processava a Speciality Records, querendo reaver o dinheiro dos direitos das vendas de seus discos.
Infelizmente, depois de o processo correr por quase um ano, a Justiça considerou o documento que ele assinou legal e ele fica mesmo sem direito àquela fortuna.

Durante a década de 90, novamente como Little Richard, ele passou a freqüentar a televisão americana constantemente, entre participações em seriados como Miami Vice, a documentários como "A Tribute To Woody Guthrie And Leadbelly", e propagandas como a do McDonald’s.

Gravou uma participação no disco infantil da Disney "For Our Children", fez backing vocals para o dueto entre Bono Vox e BB King, "When Love Comes To Town", apareceu no Vila Sésamo participando do quadro "Kurmit Unpigged", sátira à série Unplugged da MTV, cantando "She Drives Me Crazy" e contracenando com Caco, o sapo.

Recebeu outros prêmios na década de 90, como o “Lifetime Achievement Award”, da National Academy of Recording Arts and Sciences, o “Pioneer Award”, da Rhythm & Blues Foundation, em 1994, e em reconhecimento por todas as suas contribuições e vasta influência em tantos artistas posterior ao seu auge, foi presenteado com o extremamente prestigioso “Award of Merit” pela American Music Awards, em 1997, outro momento de intensa emoção em sua carreira.

A partir de 1997, Little Richard voltou a excursionar pelo mundo com incrível disposição para um homem acima de sessenta e sete anos de idade, mantendo intacta sua imagem de roqueiro selvagem. Com incrível bom humor, ele explica que está em paz não só com sua persona artística como também com o verdadeiro Richard Penniman que existe atrás deste artista.


DISCOGRAFIA!!!

  • 1957: Here's Little Richard
  • 1958: Little Richard
  • 1959: The Fabulous Little Richard
  • 1960: Pray Along with Little Richard, Volume 1
  • 1960: Pray Along with Little Richard (Vol 2)
  • 1962: The King of the Gospel Singers
  • 1964: Little Richard Is Back (And There's A Whole Lotta Shakin' Goin' On!)
  • 1965: Little Richard's Greatest Hits
  • 1967: The Incredible Little Richard Sings His Greatest Hits - Live!
  • 1967: The Wild and Frantic Little Richard
  • 1967: The Explosive Little Richard 
  • 1967: Little Richard's Greatest Hits: Recorded Live!
  • 1970: The Rill Thing
  • 1971: Mr. Big
  • 1971: The King of Rock and Roll
  • 1972: The Second Coming
  • 1972: Southern Child
  • 1972: Friends from the Beginning - Little Richard and Jimi Hendrix
  • 1973: Right Now!
  • 1974: Talkin' 'Bout Soul
  • 1976: Little Richard Live
  • 1979: God's Beautiful City
  • 1986: Lifetime Friend (WEA)
  •