Weightless

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Raul Eterno Seixas!

                          

Raul Seixas nasceu em Salvador em 1945, portanto é da mesma geração que definiu a tropicália: Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa entre tantos outros. Mas Raul, ao contrário destes, teve em sua infância um maior contato e assimilação do rock and roll já que era vizinho e amigo de filhos de famílias americanas que trabalhavam para o consulado americano na Bahia.


Foi por isso que se tornou-se fã ardoroso de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor.
Engana-se porém quem pensa que Raul renegou a cultura brasileira adotando o rock and roll; ele odiava a bossa nova, mas, como todos sabemos, acrescentou ao seu rock elementos de música nordestina como o baião, xaxado, música brega.



Repetiu várias vezes a segunda série ginasial- apesar de muito inteligente e leitor voraz, rapidamente se cansou da escola decidindo pela profissionalização como músico.

Em 1962 em meio ao movimento bossa nova que explodia no Brasil, Raul montou sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudou seu nome para The Panthers e finalmente Raulzito e os Panteras. Pela formação do grupo passaram entre outros além de Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Pedrinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria). Logo abandonou a faculdade de direito.

Já como Raulzito e os Panteras gravaram um compacto que foi distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Apresentavam-se em clubes e algumas vezes em rádio e TV.



Assim começaram a ficar famosos como expressão local do movimento Jovem Guarda da época -liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa, etc, por sua vez versões brasileiras de sucessos dos Beatles-.

Com o apoio de Jerry Adriani o grupo saiu em turnê pelo Brasil com os Panteras -abrindo os shows do primeiro- e em 1968 gravou o seu primeiro LP que não alcançou nenhuma repercussão a nível nacional. Por isso Raul voltou para Salvador possivelmente pretendendo abandonar a música. Raul saiu da Bahia novamente para tentar carreira de produtor na CBS onde produziu e compôs para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros astros da época.


Perdeu este emprego por produzir e gastar dinheiro sem conhecimento dos seus superiores na prensagem de seu segundo LP, Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez.



Ouça no link abaixo a canção que Raul fez pro Jerry: Doce doce amor!

http://www.youtube.com/watch?v=_Q3i6LmHpqc&feature=player_detailpage

Em 1972 alcançou a tão desejada repercussão nacional classificando duas músicas no Festival Internacional da Canção, evento de grande repercussão montado anualmente pela Rede Globo, um concurso de músicas.
Raul participou com Let Me Sing Let Me Sing (que chegou às finais) e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo.
A boa aceitação lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram onde lançou um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers 24 Maiores Sucessos da Era do Rock que nem tinha o nome de Raul.

O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso, uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a ditadura e o milagre econômico.



Em 1973 saiu o LP Krig-Ha Bandolo! que se tornou uma grande referência da obra de Raul e que apresentava as primeiras parcerias de Raul com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.



No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. Foi ali no exílio que Raul veio a conhecer alguns de seus ídolos como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.


Voltou ao Brasil em 1974 em meio ao sucesso do segundo LP, Gita, possivelmente o seu lançamento de maior vendagem e repercussão, ganhando discos de ouro e participando da trilha sonoras da novela O Rebu.

A Philips chegou mesmo a relançar 24 Maiores Sucessos da Era do Rock com um novo nome, 20 Anos de Rock e dessa vez tinha o nome de Raul em destaque. Seguiram-se então LPs de grande repercussão, Novo Aeon, Há 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock Seixas, O Dia Em Que a Terra Parou.

A partir do final da década de 70 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde em virtude do consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Não parou porém de lançar discos e projetos, Mata Virgem, Por Quem os Sinos Dobram, Abre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e cancelou diversos contratos e shows.


Após a queda de vendagens nos últimos discos e um longo boicote de gravadoras, estourou novamente em 1983 com a música Carimbador Maluco, lançada em um single encartado junto com o LP Raul Seixas, mais tarde acrescida como faixa deste mesmo LP, mais famosa por ter sido usada no especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo.


Seguiram-se os discos Metrô Linha 743, Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com aquele que foi seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis.

Em Uah Bap Lu Bap La Bein Bum e A Pedra do Gênesis foram usadas faixas que deveriam ser parte de um projeto maior nunca lançado chamado Opus 666, elaborado a partir de 1982, após o fracasso de um outro projeto, Nuit.
O projeto Opus 666 consistia de discos lançados em inglês e distribuídos fora do circuito padrão das gravadoras. A capa projetada para o Opus 666 terminou sendo usada em A Pedra do Gênesis.
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Em 1988 Raul passou a compor, gravar e excursionar com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus.
O abortado Nuit teve música homônima lançada no LP A Panela do Diabo, sendo esta praticamente a única música que veio a público de todo o projeto original de Raul -que data de 1981, em parceria com Kika Seixas-. Alguns rumores davam conta de outro projeto, Persona, que também não deu certo.


Abaixo um depoimento do próprio Raulzito, mais conhecido como o seu próprio inventário:

Nasci em 45, no final da guerra , portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra necessariamente. Comecei a usar cabelo James Dean, blusão de couro e a beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média: 'Um menino que teve tudo , nasceu em berço de ouro, mimado , por que age assim?' , meus pais se indagavam.
Minha mãe queria que eu fosse presidente da República. Meu pai era chefe de Telecomunicações da Viação Férrea Federal da Bahia. Além disso ele sempre foi um sombra em minha vida. Na realidade, hoje é que ele está sentindo necessidade de se chegar; eu e meu único irmão o estamos acatando.

Casei quatro vezes e morei um ano e meio com a carioca Tânia, com a qual não tive filhos. Foi minha terçeira mulher.

Anos 50: nossa familia com meu pai saímos viajando por todo o interior da Bahia inspecionando estações de trem. Ouvia muito Luiz Gonzaga e os repentistas da estrada de ferro. Meu irmão e eu tomávamos cachaça escondido junto com os matutos do norte.

Na cidade em Salvador papai ouvia o Repórter Esso, mamãe colecionava a revista O Cruzeiro, e ficou muito deprimida quando Marta Rocha perdeu por duas polegadas a mais!!! Eu metido em brigas de turma nos bairros: lambreta e conduíte.

Naquela época a Bahia estava infestada de americanos que trabalhavam para a Petrobrás. Em 54 surge nos Estados Unidos Elvis e o Rock'n'Roll caipira, além do blues dos negros do sul. Os filhos dos gringos me apresentavam esse novo fenômeno através de discos e revistas. Quando a gente se encontrava na rua o papo era: 'E aí , tudo bem, tem disco novo?' Aprendi blues e rock antes destas músicas terem chegado ao Brasil. Além disso aprendi inglês fluentemente.

Troquei minha lambreta por dois velhos pares de violão e um contrabaixo de pau. Baixo acústico.

Perdi a segunda séria do ginásio por cinco anos para comparecer aos programas de rádio e ao Elvis Rock Club, onde se bebia e dublava os artistas americanos; eu era o único que cantava e tocava ao vivo."


Em 21 de Agosto de 1989, apenas dois dias após o lançamento de A Panela do Diabo, Raul Seixas morreu, aos 44 anos.
Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.

O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
O Blog "Refrão na Rede" envia um forte abraço ao grande Sylvio Passos, presidente do Fã Clube Oficial Raul Rock Club, fundado neste dia no ano de 1981!!!




Curiosamente após a sua morte teve o seu talento mais reconhecido do que nunca, arregimentando a cada dia mais fãs e seguidores, sendo lançados postumamente registros inéditos e coletâneas, todos sucessos de vendas.


                       

terça-feira, 26 de junho de 2012

Gilberto Gil!!!



     

O Blog "Refrão na Rede" faz uma homenagem ao cantor, e compositor baiano, Gilberto Passos Gil Moreira, mais conhecido como Gilberto Gil.
Nascia em Salvador, no dia 26 de junho de 1942, portanto, completando 70 anos de vida!

Formado em administração de empresas, o primeiro emprego foi na Gessy Lever, em São Paulo. Iniciou a carreira como músico da bossa nova, mas logo começou a compor músicas que refletiam um novo foco de preocupação política e ativismo social, ao lado do parceiro Caetano Veloso.

Foi a irmã de Caetano, a já reconhecida cantora Maria Bethânia, que lançou Gilberto Gil nacionalmente como compositor nos anos 60.


Nos anos 70, Gil acrescentou elementos novos, da música africana e norte-americana, ao já vasto repertório, e continuou lançando álbuns como Realce e Refazenda. João Gilberto gravou a música Eu Vim Da Bahia, de Gil, no clássico LP João Gilberto.

Em fins de 1968, Gil e Caetano Veloso, cuja importância no Brasil era, e é, de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney no mundo anglófono, foram presos pelo regime militar brasileiro instaurado após 1964 devido a supostas atividades subversivas, de que foram taxados. Depois da anistia, ambos exilaram-se por ocasião do governo militar em vigência no Brasil a partir de 1969 em Londres.


Nos anos 70 iniciou uma turnê pelos Estados Unidos e gravou um álbum em inglês.
De volta ao Brasil, em 1975 Gil grava Refazenda, um dos mais importantes trabalhos que, ao lado de Refavela, gravado após uma viagem ao continente africano, e Realce, formariam uma trilogia RE.





Refavela traria a canção Sandra, onde, de forma metafórica, Gil falaria sobre a experiência de ter sido preso por porte de drogas durante um excursão ao sul do país e ter sido condenado à permanência em manicômio judiciário, ou conforme denominação eufemística, casa de custódia e tratamento, entretanto designada por Gil como hospício.

Ouça a canção Sandra no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=HhgSSPZ6Lh0&feature=player_detailpage

Fechamento da trilogia, Realce causaria certa polêmica quando alguns considerariam a canção título como uma ode ao uso de cocaína, isto talvez explicitado pelos versos: realce, quanto mais purpurina melhor.

Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda.
O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, na época do lançamento (1976) foi duramente criticado.
Doces Bárbaros foi tema de filme, DVD e enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994, com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, puxadores de trio elétrico no carnaval de Salvador, apresentaram-se na praia de Copacabana e para a Rainha da Inglaterra. O quarteto Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 70.



Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.


Trabalhou com Jimmy Cliff com quem fez, em 1980, uma excursão, pouco depois de ter feito uma versão em português de No Woman, No Cry (em português, Não chores mais) sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi um grande sucesso, trazendo a influência musical do reggae para o Brasil.

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983.
Gil integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma platéia de mais de duzentas mil pessoas. Gil interpretou a canção Sobre todas as coisas composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo.
O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e da saga da grande família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa.
O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água; é de Gil a autoria da composição de Chega de mágoa. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

Dentre as inúmeras composições consagradas pelo próprio Gil e na voz de outros intérpretes, estão: Procissão, Estrela, Vamos Fugir, Aquele Abraço, A Paz, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Esperando na Janela, Domingo no Parque, Drão, No Woman no Cry, Só Chamei Porque te Amo, Não chores mais Woman no cry, Andar com Fé, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Divino maravilhoso, A linha e o linho, Com medo com Pedro, Objeto sim objeto não, Three Little Birds, Ela, Pela Internet, A Novidade, Morena, A Raça Humana, Palco, Realce, Divino maravilhoso, e outras.

Compôs para dezenas de artistas, como Elis Regina, Simone Bittencourt de Oliveira, Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Daniela Mercury, Carla Visi e Ivete Sangalo.

Em 1994, Gilberto Gil foi um dos pioneiros no formato acústico no Brasil ao produzir, junto à MTV, o programa e CD Gilberto Gil Unplugged. Sete anos depois, esse registro histórico volta totalmente remasterizado em DVD. Produzidos pela Refazenda - empresa fundada por Flora Gil - o DVD conta com 3 faixas inéditas em vídeo, comentários de Gil, cifras para violão, biografia ilustrada, discografia completa, links para Internet e uma apresentação dos músicos.



Apesar de intimamente ligado à música, Gil expandiu sua atuação para a direção de festivais Músicais (Percpan), criação de rádio online (Expresso 2222), participação em eventos sociais (Movimento GNT) e outras atividades pelo país.
Com uma extensa carreira, mantém uma aura de respeitabilidade que poucos no Brasil podem dizer que tem.

A trajetória de Gil teve sua estréia Músical oficial no longínquo compacto de 1962 Povo Petroleiro, com a marcha Coça, Coça, Lacerdinha.


 De lá para cá sua biografia se transforma em um infindável número de acontecimentos significativos dentro da música e adjacências. O disco de estréia foi Gilberto Gil - Sua Música, Sua Interpretação, de 1963.


Gil teve quatro casamentos, oito filhos e cinco netos. Um trauma que talvez jamais supere: a morte do filho Pedro, aos 19 anos, em 1990 por acidente de carro.

Fica aqui uma singela homenagem ao extraordinário artista Gilberto Gil.



    







segunda-feira, 25 de junho de 2012

3 anos sem o Astro Michael Jackson!


                               

Há 3 anos o Planeta perdia um de seus maiores artistas em todos os aspectos, um verdadeiro Show Man!
No dia 25 de junho de 2009 falecia em Los Angeles, Michael Joseph Jackson aos 50 anos de idade, faria 51 anos no dia 29 de agosto.

O rei do pop, Michael Joe Jackson, além de cantor, compositor e dançarino, também ficou conhecido por suas excentricidades. O cantor entrou para a carreira artística aos 5 anos de idade. Seu pai, Joseph Jackson, trabalhava como operário e tinha feito parte de grupos musicais inexpressivos.

Em 1965, decidiu criar uma banda com cinco dos seus nove filhos, o Jackson Five, formado por Michael, Jackie, Tito, Marlon e Randy.
O grupo venceu um concurso de talentos em uma escola com a música "My Girl".

O Jackson Five entrou para a história musical do país por ser a primeira banda formada por negros a fazer sucesso.

Em 1971, aos 13 anos de idade, Michael gravou um single solo: "Got To Be There", e no ano seguinte lançou o disco "Ben". Dois anos depois, destacou-se com "Music and me".
Em 1975, os irmãos mudaram o nome do grupo para "Os Jacksons".


Michael lançou o seu primeiro álbum sozinho "Of The Wall" em 1978.

Em 1982, lançou "Thriller" com produção de Quincy Jones. O álbum foi um dos mais vendidos no mundo (é um dos recordistas de venda até hoje) e o astro ganhou oito prêmios Grammy de uma só vez. Em 1984, gravou o disco "Victory", com os seus irmãos, e participou da música "We Are The World" com outros artistas, em ajuda ao povo africano.




A vida pessoal de Michael Jackson gerou especulações de que ele fazia cirurgias plásticas para mudar a fisionomia e a cor da pele, apesar do cantor alegar ter vitiligo (doença que causa manchas no corpo). Michael comprou um rancho na Califórnia que chamou de "Neverland" (Terra do Nunca), com parque de diversões e um minizoológico.

Afastado das produções musicais, o artista passou a trabalhar, em 1986, com os cineastas George Lucas e Francis Ford Coppola, o que lhe rendeu um filme que foi exibido até 1998 nos parques da Disney. Em 1987, gravou o disco "Bad", que alcançou apenas a metade das vendas de "Thriller".
Em 1992, acabou sua parceria com Quincy Jones e lançou "Dangerous".
A canção "Black or White" foi elogiada pela qualidade, mas o clip foi criticado pelas cenas de violência.





No ano seguinte, foi acusado de molestar um garoto de 13 anos em seu rancho, mas foi inocentado por falta de provas.
Para recuperar a imagem, em 1994 Michael se casou com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, mas o relacionamento durou apenas 19 meses.


Em 1995, lançou dois CDs chamados "HIStory: Past, Present and Future, Book 1". No ano seguinte, Michael casou-se com a enfermeira Debbie Rowe, com quem teve dois filhos.
De volta às gravações, em 2001 Michael Jackson lançou "Invencible" e, em 2003, "Number Ones". "The Ultimate Collection", lançado em 2004, trazia quatro CDs e um DVD, reunindo os grandes clássicos da carreira de Michael, além de músicas inéditas, apresentações ao vivo, duetos e trilhas sonoras. Mas o que continuou em evidência foram as acusações de pedofilia feitas contra o astro, que respondeu processo e foi inocentado em 2005.

Enquanto se preparava para uma nova turnê intitulada This Is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca.

O Tribunal de Justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio, e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo.

Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.

Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo "O maior artista de todos os tempos" e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - 15 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente, Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular.

Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão, sendo o artista mais vendido de todos os tempos. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, foi citado como "a pessoa mais famosa do mundo".

Álbuns de estúdio

Outros:

Coletâneas, semicoletâneas e edições especiais








sábado, 23 de junho de 2012

Inesquecível Elza Soares!


                    

O Blog "Refrão na Rede" homenageia a cantora, compositora, grande intérprete do nosso samba brasileiro, da bossa nova, Elza da Conceição Soares, mais famosa como Elza Soares, nascida no dia 23 de junho de 1937 no Rio de Janeiro, portanto, completando nesta data 75 anos de vida.

Filha de uma lavadeira e de um operário, foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro.
Cantava, desde criança, com a voz rouca e o ritmo sincopado dos sambistas de morro. Aos 12 anos, já era mãe e aos 18, viúva.
Foi lavadeira e operária numa fabrica de sabão e, com 20 anos aproximadamente, fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli, sendo contratada para cantar na Orquestra de Bailes Garan e a seguir no Teatro João Caetano.

Em 1958, foi a Argentina com Mercedes Batista, para uma temporada de oito meses, cantando na peça Jou-jou frou-frou. Quando voltou, fez um teste para a Rádio Mauá, passando a se apresentar de graça no programa de Hélio Ricardo.
Por intermédio de Moreira da Silva, que a ouviu nesse programa, foi para a Rádio Tupi e depois começou a trabalhar como crooner da boate carioca Texas, no bairro de Copacabana, onde conheceu Silvia Teles e Aluísio de Oliveira, que a convidou para gravar.

No seu primeiro disco, gravado em 1960, pela Odeon, cantou Se acaso você chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins), alcançando logo grande sucesso. Esse samba fez parte de seu primeiro LP, com o mesmo titulo da música.


A seguir, foi para São Paulo SP, para trabalhar no show Primeiro festival nacional de bossa nova, no Teatro Record e na boate Oásis, gravando depois seu segundo LP, A bossa negra.

Em 1962, como artista representante do Brasil na Copa do Mundo, que se realizava em Santiago, Chile, cantou ao lado do representante norte-americano, Louis Armstrong.

Nessa época ficou conhecendo o futebolista Garrincha, com quem casaria mais tarde. No ano seguinte, gravou pela Odeon o LP Sambossa, tendo como destaque as músicas Rosa morena (Dorival Caymmi) e Só danço samba (Tom Jobim e Vinícius de Moraes); e, em 1964, lançou pela Odeon Na roda do samba (Orlandivo e Helton Meneses), faixa-título do LP.


Realizando inúmeras apresentações pelo Brasil e nas emissoras de televisão, os LPs se sucederam: em 1965, foi a vez de Um show de beleza, pela Odeon, com, entre outras, Sambou, sambou (João Melo e João Donato), e Mulata assanhada (Ataulfo Alves); em 1966, saiu pela mesma gravadora o LP Com a bola branca, onde cantou Estatuto de gafieira (Billy Blanco) e Deixa a nega gingar (Luís Cláudio).
Apresentou-se, em 1967, no Teatro Santa Rosa, no show Elza de todos os sambas, e, novamente pela Odeon, gravou em 1969, o LP Elza, Carnaval & Samba, cantando sambas-enredo, como Bahia de todos os deuses (João Nicolau Carneiro Firmo, o Bala, e Manuel Rosa) e Heróis da liberdade (Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira).

Em 1970 foi para a Itália, apresentando-se no Teatro Sistina, em Roma, e gravando Que maravilha (Jorge Ben e Toquinho) e Mascara negra (Zé Kéti). Nesse mesmo ano, gravou o LP Sambas e mais sambas, pela Odeon, interpretando músicas como Maior é Deus (Fernando Martins e Felisberto Martins) e Tributo a Martin Luther King (Wilson Simonal e Ronaldo Bôscoli).

De volta ao Brasil, em 1972, lançou, pela mesma etiqueta, o LP Elza pede passagem, onde interpretou Saltei de banda (Zé Rodrix e Luís Carlos Sá) e Maria-vai-com-as-outras (Toquinho e Vinícius de Morais), e apresentou-se no teatro carioca Opinião, no show Elza em dia de graça.

Ainda nesse ano, passou uma temporada realizando um show no navio italiano Eugênio C, fez um espetáculo de duas semanas na boate carioca Number One, cantou no Brasil Export Show, realizado na cervejaria Canecão, do Rio de Janeiro, e recebeu o diploma de Embaixatriz do Samba, do conselho de música popular do Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro.

Em 1973, gravou o LP Elza Soares, pela Odeon, cantando Aquarela brasileira (Silas de Oliveira) e Pranto de poeta (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito); e apresentou-se no show Viva Elza, que estreou no T.B.C., na capital paulista, e que depois foi levado em vários Estados. Nos dois anos seguintes, lançou pela Tapecar mais dois LPs, Elza Soares, com Bom-dia, Portela (Davi Correia e Bebeto de São João) e Chamego da crioula (Zé Di); e Nos braços do samba, com faixa-título de Neoci Dias e Dida.
Gravou ainda Pilão+Raça=Elza (1977), Somos todos iguais (1986) e Voltei (1988).

A partir de 1986, com a morte de Garrinchinha, seu filho com o jogador de futebol Garrincha (1933 – 1983), passou nove anos na Europa e nos EUA De volta ao Brasil, gravou em 1997 o CD Trajetória, só de sambas, com músicas de Zeca Pagodinho, Guinga e Aldir Blanc, Chico Buarque, Noca da Portela, Nei Lopes e outros. Nesse mesmo ano, saiu o livro Cantando para não enlouquecer, biografia escrita por José Louzeiro.

Em 2010, Elza Soares gravou o álbum "Arrepios", em parceria com o músico e compositor, João de Aquino e produzido pela Pivetz.

Desde 2008, a vida e obra da cantora é tema do projeto de longa-metragem http://elzasoaresavozdobrasil.blogspot.com / www.elzasoares.com, produzido pela IT Filmes, Comunicação e Entretenimento e dirigido pela cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos.

Ainda em 2010, gravou a faixa "Brasil" no disco tributo de George Israel ao Cazuza. O disco se chama "13 parcerias com Cazuza". Nesta faixa há a participação do saxofonista do Kid Abelha e do despojado Marcelo D2. Como grande amiga do artista, já havia gravado "Milagres" antes, inclusive apresentando-a ao vivo com o próprio Cazuza.

Em 2010 pela primeira vez a artista comandou e poxou um trio eletrico no circuito DODO ( Barra - Ondina), o trio levou o nome de " A Elza pede passagem" arastando uma grande multidão pelas ruas de Salvador- Bahia no carnaval daquele ano.

Em 2011, gravou a música "Perigosa", já cantada pelo grupo "As Frenéticas", para a minissérie "Lara com Z", da Globo. Também neste ano, gravou a música "Paciência", de Lenine, para o filme "Estamos Juntos".

Em 2012 fez uma participação na música "Samba de preto" da banda paulista Huaska, faixa título do terceiro cd da banda. 

Discografia

  • Se Acaso Você Chegasse (Odeon 1960)
  • A Bossa Negra (Odeon 1961 / Universal 2003)
  • Com A Bola Branca (Odeon 1966)
  • Elza Carnaval & Samba (Odeon 1969 / EMI 2003)
  • Trajetoria (Universal 1997)
  • Elza Pede Passagem (Odeon 1972 / EMI 2004)
  • Do Cóccix Até O Pescoço (Maianga / Tratore 2002)
  • Vivo Feliz (Tratore 2004)
  • Beba-me - Ao Vivo (Biscoito Fino 2007)
  • Chega de Saudade - Trilha Sonora do Filme (Universal 2008)
  •  

    • Grandes Sucessos de Elza Soares (Tapecar Brasil 1978)
    • Salve a Mocidade (Tapecar Brasil 1997)
    • Meus Momentos – Volumes 1 & 2 (EMI Brasil 1998)
    • Elza Soares – Raízes do Samba (EMI Brasil 1999)