sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Billy Idol!


                 

William Albert Michael Broad nasceu em 30 de novembro de 1955 em Stanmore, Inglaterra, tendo vivido parte de sua infância juntamente com a família nos Estados Unidos.

O nome artístico Billy Idol foi um trocadilho com o adjetivo "idle" (vagabundo, indiscisplinado) que o caracterizava durante os anos de escola, e também devido aos desenhos animados Sport Billy dos quais era um fã incondicional.
Começou a sua carreira levando para os concertos uma mala igual à dos desenhos animados dos quais era fã.


Iniciou sua carreira musical como integrante do Bromley Contingent, um grupo de seguidores do Sex Pistols, que incluía membros do The Clash e Siouxsie and the Banshees.

Billy uniu-se a Tony James (que depois foi para o Sigue Sigue Sputnik e Sisters of Mercy), ambos faziam parte da primeira formação da lendária e famosa banda punk Chelsea, logo depois deixaram o Chelsea e formaram a banda Generation X, cujo nome veio de um livro sobre a Cultura Rock da Juventude dos Anos 60.

O Generation X que além do próprio Idol na guitarra e vocal, trazia Tony James no baixo e John Towe na bateria, estourou em Londres em 1979.


Após três discos lançados, o grupo acabou em 1980 e já no ano seguinte, Billy Idol resolveu investir em uma carreira solo.

 Mudou-se em definitivo para os Estados Unidos e ao lado do respeitadíssimo guitarrista Steve Stevens, lançou grandes hits como "Dancing With Myself", "Mony Mony", "White Wedding", "Rebel Yell", "Eyes Without a Face", "Flesh For Fantasy", "Sweet Sixteen", "Don't Need a Gun" e "Cradle Of Love".

Em 19 de janeiro de 1991, Billy Idol fez a sua primeira apresentação no Brasil, na segunda edição do Rock In Rio.

No dia seguinte, ele fez outra apresentação no Festival, que foi decidida em cima da hora pela produção, para substituir Robert Plant (ex-Led Zeppelin), que tinha cancelado, na véspera, a sua apresentação.
A jusificativa: a Guerra do Golfo. Mas, Idol não deixou a desejar e protagonizou, novamente, uma das melhores apresentações daquele festival.

O cantor permaneceu um longo tempo em silêncio na década de 90, onde lançou apenas o álbum "Cyberpunk".

Em 2002, ele gravou o acústico “Storytellers” para o canal de televisão norte-americano VH-1 e em 2005 volta as paradas com o álbum Devil's Playground.

Em 2008 lançou o CD e DVD "The Very Best Of Billy Idol: Idolize Yourself".
Uma coletânea dos principais sucessos e duas faixas novas, John Wayne e New Future Weapon.

DISCOGRAFIA:













terça-feira, 27 de novembro de 2012

The King Hendrix!!!


Johnny Allen Hendrix nasceu em Seattle, Washington, no dia 27 de novembro, de 1942.

O seu nome foi posteriormente alterado pelo pai ainda durante a infância para James Marshall Hendrix.
Aos 16 anos começou a tocar violão, participando de um grupo chamado Velvetones.
Aos 17 ganhou do pai uma guitarra elétrica e entrou para o grupo Rocking Kings que mais tarde mudaria de nome para Thomas & The Tomcats.

Jimi resolveu abandonar a escola e entrar para um batalhão de paraquedismo do exército, de onde foi logo desligado em virtude de uma fratura no joelho.
Sem a escola e não podendo mais seguir carreira no exército decidiu se dedicar exclusivamente à música, tocando em bares e clubes com o amigo Billy Cox em uma banda chamada King Kasuals.

Em 1963 Mudaram-se para New York, onde atuou também como músicos de estúdio, gravando e tocando com os Isley Brothers, Jackie Wilson e Sam Cooke.

Autodidata e canhoto, Hendrix tocava de maneira completamente estranha uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas.
Revolucionou a maneira de tocar guiatarra, desenvolvendo o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha. Mais do que isso colocou a figura do guitarrista como principal personagem nas bandas de rock.
Seus solos e riffs foram uma das principais raízes para o nascimento do heavy metal.


Em 1965, em uma de tantas apresentações ao vivo como acompanhante de bandas diversas, Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50.
Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco.
Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York, Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.

Devido à excelente repercussão de suas performances com Little Richard Jimi consegue um contrato de dois anos com a gravadora Columbia.
Rapidamente deixa de ser figurante e monta sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames.

O jovem guitarrista canhoto chama a atenção não apenas pelos solos imprevisíveis e de estilo inédito até a época, mas também pela extrema habilidade em tocar a guitarra com os dentes ou nas costas.



Chas Chandler, baixista do grupo The Animals, ouve a banda e se impressiona, pede a Jimi para ser seu empresário e passa a divulgar a banda na Inglaterra.
A única condição de Hendrix foi a de que, chegando a Londres, fosse apresentado a Eric Clapton, no que foi prontamente atendido por Chandler.
A admiração entre Hendrix e Clapton foi mútua, apesar dos estilos diferentes.

Mitch Mitchell é chamado para ser o baterista da banda, rebatizada de The Jimi Hendrix Experience.

Logo gravam três singles, Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary, seguidos de extensa divulgação em rádios e tvs inglesas.

Em abril de 1967 sai o seu primeiro LP, Are You Experienced, um clássico do rock de todos os tempo. Após uma turnê como banda de apoio na Europa fazem sua estréia na America no Monterey Pop Festival na California, logo após seguindo em turnê americana como banda de abertura dos Monkees.

Ainda em 1967 sai o segundo álbum, Axis: Bold as Love, logo seguido por Electric Ladyland (em janeiro de 1968) que continha o hit All Along the Watchtower de Bob Dylan.



Segue-se uma fase de muitas participações de Hendrix como músico ou compositor em discos de artistas diversos.
A banda Experience é desfeita e Hendrix monta uma nova banda com Mitch Mitchell, Billy Cox, o segundo guitarrista Larry Lee e os percursionistas Juma Sultan e Jerry Velez.

O novo nome da banda é Gypsy Sons. Logo Mitch Mitchell seria substituído por Buddy Miles e a banda mudaria de nome para Band of Gypsys.

Em 1970 a banda Experience seria reformulada e lançariam The First Rays of the New Rising Sun, logo depois mudando novamente de nome para Cry Of Love.

Em 18 de setembro de 1970 Jimi Hendrix entrou em coma em um quarto de hotel de Londres, sozinho, sendo encontrado desacordado por uma equipe de paramédicos.

A caminho do hospital foi constatada a sua morte em virtude de sufocamento por seu próprio vômito.

Existem muitas controvérsias sobre a real causa da morte, mas provavelmente Hendrix sofreu uma overdose de pílulas tranquilizantes.



Sepultura de Hendrix no Greenwood Memorial Park.

Discografia

The Jimi Hendrix Experience

Jimi Hendrix/Band of Gypsys

Álbuns póstumos







domingo, 25 de novembro de 2012

Zé Rodrix!


        

Zé Rodrix, nome artístico de José Rodrigues Trindade, nascido no Rio de Janeiro, em 25 de novembro de 1947.
É um compositor, multiinstrumentista, cantor, publicitário, e escritor brasileiro.

Em 1966, formou, com Ricardo Sá (hoje Ricardo Villas), Maurício Mendonça (hoje Maurício Maestro) e David Tygel, o conjunto Momento Quatro, com o qual gravou, no ano seguinte, um compacto simples contendo sua canção "Glória", primeiro registro de uma composição de sua autoria.
Ainda em 1967, apresentou-se, com o quarteto, no III Festival de Música Brasileira (TV Record), ao lado de Marília Medalha, Edu Lobo e o Quarteto Novo, interpretando a música "Ponteio", vencedora do evento.

Em 1968, lançou, com o conjunto, o LP "Momento Quatro", contendo suas músicas "Passa ontem" (c/ Luiz Fernando Werneck), "Dos caminhos longoestranhos até chegar junto dela" (c/ David Tygel e Ricardo Sá) e "De Luzia, Ana e Maria".


No ano seguinte, viajou, junto com o grupo de teatro GRAL e com o grupo musical Primeira Manifestação da Peste, para Porto Alegre, onde trabalhou como professor música e jornalista da publicação "Zero Hora".

De volta ao Rio de Janeiro, formou, em 1970, juntamente com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Luís Alves e Laudir de Oliveira, o grupo Som Imaginário, com o qual apresentou, ao lado de Milton Nascimento, o espetáculo "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário", que estreou no Teatro Opinião e seguiu para o Teatro da Praia, no Rio de Janeiro.
Nesse mesmo ano, gravou, com o conjunto, o LP "Som Imaginário", contendo, de sua autoria, as músicas "Morse" (c/ Wagner Tiso e Tavito), "Super god", "Make believe waltz" (c/ Mike Renzi), "Hey man" (c/ Tavito) e "Poison" (c/ Marco Antônio).


Desligou-se do grupo em 1971.

Neste mesmo ano, venceu o Festival de Juiz de Fora com sua canção "Casa no campo" (c/ Tavito), que se tornou grande sucesso na gravação de Elis Regina.

Ainda no início da década de 1970, participou, como compositor, da trilha sonora do filme "Como era gostoso o meu francês", de Nélson Pereira dos Santos, e dos musicais "Tem piranha na Lagoa", de Paulo Affonso Grisolli, e "Independência ou morte", de Hélio Bloch.
Também em 1971, formou, com Luiz Carlos Sá e Gutenberg Guarabyra, o trio Sá, Rodrix e Guarabyra.



No ano seguinte, lançou, com o trio, o LP "Passado, presente & futuro", contendo suas canções "Ama teu vizinho", "Boa noite" e "Primeira canção da estrada", todas com Luiz Carlos Sá, "Ouvi contar" (c/ Luiz Carlos Sá e Guarabyra), "Hoje ainda é dia de rock" e "Crianças perdidas".

Em 1973, gravou, com o trio, o LP "Terra", registrando suas canções "Os anos 60", "Desenhos no jornal", "Mestre Jonas", "Blue Riviera", "Adiante", "Pindurado no vapor", "O pó da estrada", "O brilho das pedras", "Paulo Afonso" e "Até mais ver", todas com Luiz Carlos Sá e Guarabyra.

Zé Rodrix saiu do trio em 1973, para seguir em carreira solo e participações especiais em gravações de artistas diversos, como o disco de estreia do Secos & Molhados, no qual toca piano, ocarina e sintetizador na última faixa, chamada "Fala".
Rodrix dedilhava seu teclado após a orquestra e os outros instrumentos cessarem, técnica que só pode ser ouvida nos CDs relançados do grupo já na década de 1990, pois no vinil original esta música continha 15 minutos a menos.

Passou a se dedicar mais na área de publicidade que musical na década de 1980, mas em 1983, o músico passou a integrar o grupo Joelho de Porco, com o qual gravou o LP e participou do Festival dos Festivais em 1985, ganhando o prêmio de melhor letra pela música "A Última Voz do Brasil".

Entre 1989 e 1996 assinou a direção musical dos espetáculos "Não fuja da Raia" e "Nas Raias da loucura", de Sílvio de Abreu, e do programa "Não fuja da Raia" (Rede Globo), estrelado por Cláudia Raia.

Em 1993 foi contemplado com o prêmio Kikito, no Festival de Cinema de Brasília, pela trilha sonora do filme "Batman e Robin".

Em 2001 reuniu-se novamente a Sá e Guarabyra, tendo seu show de estreia ocorrido no Rock in Rio III.
Logo após o lançamento de Outra Vez Na Estrada, com o trio, em 2001, Zé Rodrix conheceu o Clube Caiubi de Compositores, em São Paulo, e passou a desenvolver parcerias com novos autores da música brasileira, entre eles Sonekka e Reynaldo Bessa.

Em dezembro de 2008, Zé Rodrix lança um single ao lado de Sá e Guarabyra, chamado Amanhece um outro dia.
A canção foi tema de abertura da novela Revelação, exibida pelo SBT. Para promover a novela, o trio chegou a se apresentar ao vivo no programa Hebe.

Zé Rodrix morreu às 0h45 minutos do dia 22 de maio de 2009, após sentir-se mal e ser levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, cidade onde residia.
Foi casado com a atriz Norma Blum e com a ex-Frenéticas Edyr de Castro.
Estava casado com a escritora e produtora Julia Rodrix.
Teve seis filhos: Mayana, Joy, Mariana, Rafael, Antonio e Barbara.


DISCOGRAFIA:

  • 1968: Momento4uatro - com Momentoquatro (Philips)
  • 1970: Som Imaginário - com Som Imaginário (Odeon)
  • 1972: Passado, Presente & Futuro - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Odeon)
  • 1973: Terra - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Odeon)
  • 1973: I Acto (Odeon)
  • 1974: Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber (Odeon)
  • 1976: Soy Latino Americano (EMI-Odeon)
  • 1975: Motel - Trilha Sonora Original do Filme (Continental)
  • 1976: O Esquadrão da Morte - Trilha Sonora do Filme (RCA Victor)
  • 1977: Quando Será? (EMI-Odeon)
  • 1979: Hora Extra (EMI-Odeon)
  • 1979: Sempre Livre (RCA Victor)
  • 1983: Saqueando a Cidade - com Joelho de Porco (Lira Paulistana/Continental)
  • 1988: 18 Anos Sem Sucesso - com Joelho de Porco (Eldorado)
  • 2001: Outra Vez na Estrada - Ao Vivo - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Som Livre)
  • 2009: Amanhã - com Sá, Rodrix & Guarabyra (Roupa Nova Music)
  • Compacto:

    • 1981 Seu Abelardo/Rock do Planalto (Continental)

                       

    segunda-feira, 19 de novembro de 2012

    O Rei do Suingue!!!




    Simonal foi o artista brasileiro considerado o "rei do suingue", "rei do patropi"; um dos mais importantes e talentosos cantores da década de 60 e 70.
    Wilson Simonal de Castro nasceu no dia 25 de fevereiro de 1938, Rio de Janeiro.

    Começou a carreira cantando músicas em inglês, ex-cabo do exército, Simonal cantava nos bailes do 8º grupo de Artilharia da Costa.


    Ganhou visibilidade ao cantar no programa apresentado por Carlos Imperial.

    Tornou-se amigo de nomes importantes da música brasileira, como: Miele e Ronaldo Bôscoli.

    O cantor Simonal tinha o dom de levantar as massas, levar a multidão ao delírio, era dono de um talento, um carisma e um suingue impressionante, indiscutível.

    Seus principais sucessos são "Balanço Zona Sul", "Lobo Bobo", Mamãe Passou Açúcar em Mim, "Nem Vem que não Tem", "Tributo a Martin Luther King", "Sá Marina" (que chegou a ser regravada por Sérgio Mendes e Stevie Wonder, como "Pretty World"), "País Tropical", de Jorge Ben, que seria seu maior êxito comercial, e "A Vida É Só pra Cantar".

    Simonal teve uma filha, Patrícia, e dois filhos, também músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro.

    Cantou ao lado de figuras renomadas da música brasileira e internacional, a exemplo, Sarah Vaughan e Elis Regina.


    Foto bacana essa também com o Rei do Futebol:

    No auge do sucesso, início da década de 70, Simonal foi acusado de ser informante do regime militar e de ter mandado dar uma surra em seu contador que o teria roubado.

    Foi chamado de dedo duro pelo jornal Alternativo Pasquim, e a partir daí todas as portas foram fechadas para Wilson Simonal, seu talendo foi ignorado, sendo condenado pela imprensa e intelectualidade brasileira.

     Nunca houve provas das acusações feitas a Simonal. Mesmo sendo amigo de pessoas importantes, ninguém saiu em sua defesa.

    Os anos seguintes a esses episódios, foi para Simonal, anos de isolamento, depressão e alcoolismo.

    Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980.

    Segundo sua segunda mulher, Sandra Cerqueira, "Ele dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira' ".

    Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer de cirrose hepática decorrente do alcoolismo em 25 de junho de 2000.


    Claudio Manoel, humorista do 'Casseta e Planeta', ao conhecer a história de Wilson Simonal, decidiu fazer um documentário sobre a vida, a obra e o drama vívido pelo cantor.

    Sem conseguir patrocínio, Claudio Manoel se uniu a Micael Langer e Calvito Leal e produziram o Documentário "Simonal - Ninguém sabe o duro que dei".

    O documentário é um relato sobre a carreira de Simonal, relembra velhos sucessos, mostra a empatia e carisma que Simonal tinha com o público nos shows, onde levava a multidão ao delírio.
    Vários críticos, seus filhos e amigos prestaram depoimentos sobre o sucesso, o talento e a polêmica acusação de ter sido um dedo duro, amigo da ditadura militar.


    O auge do documentário é o depoimento do contador supostamente torturado por agentes da ditadura a mando de Simonal.
    Um documentário emocionante e imperdível que não tem a menor intenção de julgar ninguém, é apenas uma luz em direção aos dias escuros e crúeis do período da ditadura militar brasileira.

    DISCOGRAFIA:

    De Estúdio
    • 1963 - Tem "Algo Mais"
    • 1964 - A Nova Dimensão do Samba
    • 1965 - Wilson Simonal
    • 1965 - S'imbora
    • 1966 - Vou Deixar Cair...
    • 1967 - Alegria, Alegria !!!
    • 1968 - Alegria, Alegria Volume 2 ou Quem não Tem Swing Morre com a Boca Cheia de Formiga
    • 1969 - Alegria, Alegria Volume 3 ou Cada um Tem o Disco que Merece
    • 1969 - Alegria, Alegria Volume 4 ou Homenagem à Graça, à Beleza, ao Charme e ao Veneno da Mulher Brasileira
    • 1970 - México '70
    • 1970 - Simonal
    • 1971 - Jóia, Jóia
    • 1972 - Se Dependesse de Mim
    • 1973 - Olhaí, Balândro... É Bufo no Birrolho Grinza!
    • 1974 - Wilson Simonal
    • 1974 - Dimensão 75
    • 1975 - Ninguém Proíbe o Amor
    • 1977 - A Vida É só pra Cantar
    • 1979 - Se todo mundo Cantasse Seria bem mais Fácil Viver
    • 1982 - Alegria Tropical
    • 1983 - Simonal
    • 1991 - Os Sambas da minha Terra
    • 1995 - Brasil
    • 1998 - Bem Brasil - Estilo Simonal

    Ao Vivo

    • 1967 - Show em Simonal

    Compactos Simples

    • 1961 - Teresinha / Biquinis e Borboletas
    • 1962 - Eu te Amo / Beija meu Bem
    • 1963 - Está Nascendo um Samba / Garota Legal
    • 1963 - Walk Right In / Fale de Samba que Eu Vou
    • 1964 - Nanã / Lobo Bobo
    • 1965 - Garota Moderna / Juca Bobão
    • 1966 - Se você gostou / Mangangá
    • 1966 - Mamãe Passou Açúcar em Mim / Tá por Fora
    • 1966 - Carango / Enxugue os Olhos
    • 1967 - A Praça / Ela É Demais
    • 1967 - Tributo a Martin Luther King / Deixa quem quiser falar
    • 1967 - Nem Vem que não Tem / Escravos de Jó
    • 1967 - Duas Contas / Balada do Vietnã
    • 1967 - Belinha / Samba do Carioca
    • 1967 - O Milagre / O Apito no Samba
    • 1967 - Alegria, Alegria / Pata, Pata
    • 1968 - De como um Rapaz Apaixonado Perdoou por Causa de um dos Mandamentos / Sá Marina
    • 1968 - Sá Marina / Namoradinha de um Amigo Meu
    • 1968 - Correnteza / Meia-volta
    • 1969 - País Tropical / Se Você Pensa
    • 1970 - Que cada um Cumpra com o seu Dever / Canção nº 21
    • 1970 - A Tonga da Mironga do Kabuletê / No Clarão da Lua Cheia
    • 1971 - Obrigado, Pelé / Você Abusou
    • 1971 - Gemedeira / Tristeza
    • 1972 - Noves Fora / Paz e Arroz
    • 1973 - Homem de Verdade / Viva em Paz
    • 1976 - A Vida É só pra Cantar / Trinta Dinheiros
    • 1977 - Meu Ofício É Cantar / Viva a Planta
    • 1977 - Compacto Argentina 78: Macumbancheiro / Vamos Vencer
    • 1980 - Vinte Meninas / Várzea
    • 1984 - Foi Cachaça que Matou / Banho de Alegria

    Compactos Duplos

    • 1963 - Está Nascendo um Samba / O Estranho na Praia / Garota Legal / O que Eu Faço pra Esquecer
    • 1965 - De Manhã / Das Rosas / Cuidado Cantor - Passarinho - Nêga - Não Ponha a Mão - Já Vai? - Na Onda do Berimbau
    • 1966 - A Banda / Disparada / Quem Samba, Fica / Máscara Negra
    • 1967 - Tributo a Martin Luther King / Deixa quem Quiser Falar / Ela É Demais / Está Chegando a Hora
    • 1968 - Samba do Crioulo Doido / Alegria, Alegria / Pata, Pata / A Rosa da Roda
    • 1968 - Correnteza / Meia-volta / A Saudade Mata a Gente / Terezinha de Jesus
    • 1970 - Kiki / Menininhas do Leblon / Aqui É o País do Futebol / Eu Sonhei que tu Estavas tão Linda
    • 1970 - Compacto Promo Shell: Hino do Festival Internacional / Brasil, Eu Fico / Que cada um Cumpra com o seu Dever
    • 1970 - Brasil, Eu Fico / Canção nº 21 / Resposta / Que cada um Cumpra com o seu Dever
    • 1971 - Na Galha do Cajueiro / Ouriço / África África
    • 1973 - Tanauêra / Glória e Paz nas Alturas / Mexericos da Candinha / Quarto de Tereza
    • 1976 - Navio Negreiro / O Amor Está no Ar / Escola em Luto / Esses Tempos de Agora
    • 1977 - A Vida É só pra Cantar: A Vida É só pra Cantar / Cordão / Trinta Dinheiros / Coisa de Louco
    • 1978 - Nós Somos Filhos do mesmo Deus / Quando Ele Dormir / Macumbancheiro / Vamos Vencer

    Coletâneas

    • 1994 - A Bossa e o Balanço
    • 1997 - Meus momentos: Wilson Simonal
    • 2002 - De A a Z : Wilson Simonal
    • 2004 - Rewind - Simonal Remix
    • 2004 - Série Retratos: Wilson Simonal
    • 2009 - Wilson Simonal - Um Sorriso Pra Você

    Caixas

    • 2004 - Wilson Simonal na Odeon (1961-1971)

    Trilha sonora

    • 2009 - Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei


                         
                                   

    quinta-feira, 15 de novembro de 2012

    Benito Di Paula!


                     

    Homenagem do Blog, ao pianista, compositor, e cantor Uday Vellozo, o popular Benito di Paula.

    Uday Veloso ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito Di Paula.

    Nasceu no dia 28 de Novembro em 1941, em Nova Friburgo, RJ, é um dos grandes nomes da nossa Música Popular Brasileira dos anos 70.


    Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana.

    Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70.


    Seu estilo musical é conhecido como "samba jóia", ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos.

    Seu primeiro disco "Benito Di Paula" de 1971, foi censurado por trazer a música "Apesar de Você" de Chico Buarque.


    Seu segundo LP, "Ela" também não trouxe grande êxito.

    Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, "Um Novo Samba", onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc.
    O grande sucesso desse disco foi a música "Retalhos de Cetim".

    Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como "Retalhos de Cetim", "Charlie Brown", "Vai Ficar Na Saudade", "Se Não For Amor", "Amigo do Sol, Amigo da Lua", "Mulher Brasileira".

    Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.

    Comandou o programa "Benito di Paula e seus convidados - Brasil Som 75" na TV Tupi.


    Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas.

    Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.

    Teve parte de sua história contada no livro "Eu Não Sou Cachorro Não" do historiador, jornalista e escritor baiano Paulo César de Araújo.


    Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.


    DISCOGRAFIA:

  • 1968 - Andança e Canção Para o Nosso Amor
  • 1972 - Beleza Que é Você Mulher - (Copacabana)
  • 1972 - Ela - (Copacabana)
  • 1973 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1973 - Um Novo Samba - (Copacabana)
  • 1974 - Gravado Ao Vivo - (Copacabana)
  • 1975 - Benito Di Paula e Seus Convidados - Brasil Som 75 - (Copacabana)
  • 1975 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1976 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1977 - Benito Di Paula / Assobiar ou Chupar Cana - (Copacabana)
  • 1977 - Jesus Papai Noel - Instrumental - (Copacabana)
  • 1978 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1978 - Caprichos de La Vida - Copacabana)
  • 1979 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1980 - Benito Di Paula - (Copacabana)
  • 1981 - Benito Di Paula - (WEA)
  • 1982 - Benito Di Paula - (WEA)
  • 1983 - Bom Mesmo é o Brasil - (WEA)
  • 1984 - Que Brote Enfim o Rouxinol Que Existe Em Mim - (RGE)
  • 1985 - Nação - (RGE)
  • 1986 - Benito Di Paula / Instrumental
  • 1987 - Quando A Festa Acabar - (Copacabana)
  • 1990 - Fazendo Paixão - (BMG Ariola)
  • 1992 - A Vida Me Faz Viver - (Copacabana)
  • 1994 - Pode Acreditar - (RGE)
  • 1996 - Baileiro - (Paradoxx Music)
  • 1999 - Raízes do Samba
  • 2009 - Ao Vivo - (CD e DVD) (EMI Music)
  • Coletânea

    • 2002 - Perfil - Benito di Paula (Somlivre)

                                     
                                  

    segunda-feira, 12 de novembro de 2012

    Neil Young!!!






    Neil Young nasceu no dia 12 de novembro de 1945, em Toronto no Canadá.

    Ainda jovem, por ocasião da separação de seus pais, mudou-se para Winnipeg, naquele mesmo país.

    Começou sua carreira ainda na adolescência tocando folk e rock music em bandas colegiais como The Squires e The Stardusters.
    A mais bem sucedida foi com certeza o The Squires que chegou a fazer um relativo sucesso na região, entre 1963 e 1965.


    Quando o The Squires encerrou suas atividades, no verão de 1965, Young continuou a se apresentar como artista solo no circuito local de bares de folk music, onde conheceu entre outros a cantora Joni Mitchell e Stephen Stills.
    Ainda nesse ano Young resolveu voltar para Toronto, onde, em 1966, se juntou a The Mynah Birds, banda de Rick James (que viria a ficar famoso no final dos anos 70 com o sucesso "Superfreak") e que contava em sua formação original com o baixista Bruce Palmer, futuro Bufallo Springfield, e o tecladista Goldy McJohn, que integraria anos depois o Steppenwolf.

    A banda lançou alguns compactos e chegou a gravar um álbum pela gravadora Motown, que nunca chegou a ser lançado oficialmente.
    Após mais este insucesso Young convenceu o baixista Bruce Palmer a ir tentar a sorte em Los Angeles.


    Em L.A. Young reencontrou Stephen Stills, que estava montando uma banda com Richie Furay. Young topou a parada e trouxe junto com ele o baixista Bruce Palmer.
    Para completar a formação da banda, Stills chamou o amigo Dewey Martin para bateria.
    Juntos formaram o The Bufallo Springfield, nome de um veículo agrícola, que logo se tornou conhecida na cena local pelo seu folk-rock psicodélico.


    De carreira efêmera a banda gravou apenas três álbuns (Bufallo Springfield de 1967, Bufallo Springfield Again também de 1967 e Last Time Around de 1968).
    Nessa época Young compôs algumas de suas composições mais marcantes, como "Mr. Soul" e "Broken Arrow", ambas do disco Again.

    Apesar do sucesso a banda se separou após o terceiro álbum, devido a vários desentendimentos entre Young e Sills.
    Era muito difícil chegar a algum consenso tendo três compositores (e egos) tão antagônicos como Young, Stills e Furay numa mesma banda.

    Stills foi se juntar a David Crosby dos The Byrds e Graham Nash dos The Hollies no Crosby, Stills and Nash , Furray montou o Poco e Neil Young seguiu carreira solo.

    Com ajuda do sucesso do Bufallo Springfield, não foi difícil para Young conseguir um contrato com a Reprise Records, iniciando uma duradoura colaboração que durou mais de dez anos.

    Seu primeiro álbum solo foi lançado em janeiro de 1969, chamado simplesmente de Neil Young , e produzido por seu amigo Jack Nitzsche.
    No entanto é um álbum em vários aspectos decepcionante, prejudicado pela produção deficiente e pela indefinição musical.


    Nessa mesma época, Young começou a tocar com uma banda chamada de The Rockets, da qual faziam parte: Danny Whytten (guitarra), Billy Talbot (baixo) e Ralph Molina (bateria), que eram amigos do produtor Jack.
    Neil Young sugeriu que mudassem o nome para Crazy Horse.
    Então quatro meses após o do lançamento de seu primeiro álbum e dois meses depois de começar a tocar com a Crazy Horse, Neil Young surpreende a todos e lança seu segundo disco solo chamado Everybody Knows This is Nowhere.


    Um verdadeiro marco em sua carreira.
    O álbum traz algumas das melhores composições de Young , como "Cinnamon Girl", "Down by the River" e "Cowgirl in the sand".
    Gravado em apenas duas semanas, no estúdio do próprio Neil, em Topanga, Califórnia o álbum selava o encontro definitivo entre Young e a banda que se tornaria o melhor veículo para sua música.

    Apesar do sucesso de crítica e a boa aceitação popular, Young resolve dar um tempo em sua carreira solo e tirar o resto do ano de 69 para participar do super grupo formado pelos seus amigos Crosby, Stills e Nash, que ficou conhecido como CSN&Y.
    A banda faz sua estréia com Young em Woodstock, onde tocam para mais de 400 mil pessoas.
     
    No ano seguinte lançam o disco Deja Vu, grande sucesso de público e crítica.
    O álbum entrou em primeiro lugar na parada dos mais vendidos.
    Mas após uma turnê "sold-out" durante o verão americano a banda resolve se dissolver.

    Em 1971, é lançado um álbum duplo ao vivo desta tour, chamado Four Way Street, que também atinge o primeiro lugar nas paradas.
    A coletânea de 72 So far seguiu o mesmo caminho, marcando três estréias seguidas em primeiro lugar na parada.

    Ainda em 1970, mais precisamente em agosto, Young lança outro disco com a Crazy Horse, After the Gold Rush.
     Um álbum acústico no qual Young flertava com uma sonoridade mais rebuscada e melodiosa.
    O álbum tem a participação do jovem guitarrista Nils Lofgren, que se tornaria um colaborador assíduo de Young.

    Em 1972 lança o disco Harvest, que o alça definitivamente ao status de super-star.


    Esse disco foi gravado em Nashville, com a banda Stray Gators, além de contar com as participações especiais de James Taylor e Linda Ronstadt.
    Entre os sucessos desse disco, estão "Heart of Gold" e "Neddle & the Damage Done".

    O álbum mesclava o material gravado em Nashiville, de clara orientação folk/country, com gravações ao vivo e duas faixas gravadas com a Orquestra Sinfônica de Londres, produzidas por Jack Nitzsche.

    Apesar de ser um disco pouco coeso e não representar o melhor trabalho de Young, Harvest foi o álbum mais vendido de 72, e Heart of Gold o single número nos Estados Unidos por várias semanas.

    Mas seu projeto seguinte o obscuro filme Journey Through the Past, lançado nove meses depois de Harvest, que como nome indica era uma espécie de documentário, uma viagem pelo passado do músico, foi um retumbante fracasso.
    Tanto o filme como sua trilha sonora, um álbum duplo que continha versões ao vivo de qualidade duvidosa que misturava músicas do Bufallo Springfield e CSN&Y com sucessos e de sua carreira solo, incluindo e uma versão de Words do álbum Harvest de 16 minutos, receberam críticas negativas do público e crítica.

    Além disso ainda nesse ano o guitarrista do Crazy Horse Danny Whitten, morreu de overdose de heroína, seguido logo depois por Bruce Berry seu roadie e grande amigo.
    Essas duas mortes abalaram bastante o músico, Neil Young iniciaria um dos períodos mais obscuros de sua carreira.
    Muitas de suas letras a partir daí serão relacionadas a temas como perda, morte, vício e loucura. Marca também a entrada de Young no álcool e nas drogas.


    O primeiro álbum dessa fase é Times Fade Away (1973), um álbum gravado ao vivo, apenas com material inédito, acompanhado da Stray Gators.
    Só que ao invés do apuro técnico e melodioso de Harvest, Neil Young investia, exatamente, numa direção contraria, com uma sonoridade ríspida e crua, várias vezes desleixada, que o manteve distante do grande público.

    O projeto seguinte de Young foi gravar um álbum em homenagem Danny Whitten e Bruce Berry , que também serviria como uma maneira de expurgar os recentes reveses de sua carreira e vida pessoal.
    Acompanhado dos remanescente da Crazy Horse, mais Nils Lofgren, e do guitarrista Ben Keith. Gravado em agosto de 73, praticamente ao vivo, sem overdubs ou qualquer polimento de estúdio, esse material que mais tarde se tornaria o álbum Tonight's the night (1975), foi abordado no último momento pelo próprio Young.
    Mesmo assim o músico saiu numa desastrosa em turnê onde tocava músicas desse álbum, marcada por bebedeiras homéricas, apresentações caóticas, críticas negativas e platéias hostis.

    Ainda nesse ano Young teve que conviver com o estrondoso sucesso de "Sweet Home Alabama" do Lynyrd Skynyrd, que era uma resposta a duas músicas do canadense: Sotherman e Alabama, dos álbuns After Gold Rush e Harvest respectivamente, que versavam contra a segregação racial naquele estado americano.

    No seu álbum seguinte On the Beach (1974) gravou uma resposta para essa música na faixa "Walk on" que abre o disco.


    Nesse álbum Young, agora acompanhado por músicos da The Band, Rick Danko e Levon Helm e além de David Crosby e Ben Keith, prossegue no mesmo clima depressivo de seus álbuns anteriores. O tom de desesperança e abandono das letras e a produção totalmente desleixada do álbum pareciam refletir os abusos alcóolicos cometidos nos últimos dois anos.

    Encerrando de forma derradeira esse período é finalmente lançado em 75, Tonight's The Night, que teve a ordem original das faixas alteradas.
    Além de trazer uma faixa ao vivo com a Crazy Horse no Fillmore East em 70 com Danny Whitten nos vocais. O álbum era dedicado a "Danny Whitten e Bruce Berry, que viveram e morreram pelo Rock'n'Roll".
    E refletia as condições adversas em que fora gravado e espirito de desolação dos músicos. É no entanto um dos melhores álbuns de Young e talvez seu trabalho mais pungente.

    Na época de seu lançamento Young já estava sóbrio o bastante, e começava a colocar sua carreira de volta nos trilhos, retornando sua colaboração como a Crazy Horse.
    Agora com Frank Sampedro na guitarra. Com essa formação eles gravam Zuma 75.
    Álbum em que Neil Young faz as pazes com público e crítica.

    Seguindo o clima reconciliação com seu passado, Young retomou a sua parceria com Stephen Stills no álbum Long May You Run (1976)creditado a Still-Young Band.
    No qual dividiam irmamente as composições do disco. Mas a dupla não durou muito tempo, Neil Young abandonou pela metade a tour de promoção do álbum, sem maiores explicações.

    Em 77 lança American Stars'n'Bars, que ele gravou acompanhado da banda country The Bullets e da Crazy Horse.
    Além de contar com auxílio luxuoso nos vocais de Linda Ronstadt, Emmylou Harris e Nicolette Larson.
    O destaque do álbum ficava com o lado B, que trazia uma série de gravações não aproveitadas com a Crazy Horse, que abrangiam um período de 74 até 76.

    Incluído a versão de estúdio para "Like a Hurricane. No final do ano seria lançada a coletânea tripla Decade organizada pessoalmente pelo músico, e que continha cinco faixas inéditas.

    No começo de 78 Neil Young grava Comes a Time (1978), seu segundo álbum a alcançar o Top Ten. Um disco que procurava reencontrar a receita de sucesso de Harvest, o que de certa forma conseguiu. Destaque para as duas únicas composições do disco gravadas com a Crazy Horse: Lookout My Love e Lotta Love.

    Ainda em 78 influenciado pelo punk e pela cena new wave, ele sai em turnê pelos Estados Unidos com o concerto Rust Never Sleeps, fazendo parte do show acústico, e parte elétrica com a Crazy Horse em cena.
    O disco de estúdio resultante dessa turnê, também chamado Rust Never Sleeps, sai nesse mesmo ano.

    Como o show que lhe deu origem, é um disco divido em dois lados distintos: um acústico, e outro mais rock'n'roll, com músicas bem mais pesadas.
    É considerado seu melhor trabalho desde Tonight's The Night. Quatro meses depois, ainda em 1978, é lançado um disco duplo ao vivo chamado Live Rust, e um filme com shows dessa turnê, também com o nome Rust Never Sleeps.
    E para aumentar a confusão Young queria que o álbum ao vivo também se chamasse Rust Never Sleeps, mas a gravadora Reprise vetou a idéia.
    Apesar de totalmente compreensível, essa atitude minou o relacionamento entre Young e sua gravadora, que começou a procurar uma nova gravadora já nessa época.
    Mas Young ainda estava amarrado a um contrato de exclusividade por mais dois anos.

    A deterioração na relação entre Young e sua gravadora, pode ser verificada no desinteresse do músico por seus dois álbuns seguintes, Hawks and Doves(80)- que tinha menos de 30 minutos de música-e RE*AC*TOR(81) com a Crazy Horse.
    Ambos parecem mostrar que Young estava apenas cumprindo uma obrigação, e pouco ou nada acrescentam a discografia do músico.

    Em 1982, trocou a Reprise pela Geffen Records, que lhe ofereceu um ótimo contrato, financeiramente falando, além de garantir liberdade total e irrestrita de criação para Young, que foi um dos primeiros artistas a terem esse tipo de cláusula incluída no contrato.

    Mal sabiam os executivos da Geffen com quem estavam se metendo. Young levou realmente a sério essa história de liberdade total de criação, e o curto período em que gravou pela Geffen, cinco anos, é marcado por um total desastre, e nenhum sucesso comercial.

    O primeiro álbum de Young pela Geffen, Trans (82) é seu disco mais pretensioso e frustante, com elementos techno e minimalistas, inspirado em bandas como Devo e Kraftwerk.
    Além disso Young usou um vocoder, um aparelho que sintetiza a voz humana, em cinco das nove faixas do disco. O que tornava a maioria das letras do álbum praticamente inteligíveis.

    Seguindo a fase de obras sem fundamento, em 1983 lança Everybody's Rockin', um álbum de Rockabilly com a banda The Shocking Pinks.
    O álbum que era uma espécie de piada inocente, que durava menos de vinte e cinco minutos, pode ser considerado o maior fracasso comercial da carreira do cantor.

    Como resultado de suas últimas investidas musicais Neil Young ficou dois anos sem gravar voltando em 1985 com Old Ways, um álbum bastante voltado as suas raízes country, incluindo um dueto com Willie Nelson.

    No ano seguinte lançou o disco Landing on Water, outro álbum obscuro, que colocava a bateria e os sintetizadores em primeiro plano.

    Em 1987 Young grava Life que marca a volta da colaboração com a Crazy Horse, após seis anos.

    Life é seu melhor álbum pela gravadora Geffen. Mesmo não estando a altura de seus trabalhos mais importantes, pelo menos trás uma grande música, que foi incluída no repertório de shows do cantor a hilária "Prisioners of Rock'n'Roll".

    Esse foi também o último disco de Young pela Geffen, que devido ao insucesso de sua passagem pela gravadora, resolveu não renovar seu contrato.

    Em 1988 surpreendentemente ele volta para a Reprise.

    Seu primeiro disco na volta para a Reprise foi This Note's For You, de 1988 que traz algumas das melhores composições de Young na década de 80.
    Nesse álbum ele toca acompanhado da banda The Bluenotes.
    O disco é um passeio pelo blues e pelo jazz, e de todos seus exercícios de estilo nos anos 80 é o mais bem sucedido.


    Interessante lembrar que a música que deu o título ao disco tem um clipe bastante polêmico, que apesar de ter tido sua exibição na MTV proibida, ganhou o prêmio de melhor clipe do ano no Video Music Award.

    Ainda em 1988 ele se juntou ao CSN&Y para a gravação do disco American Dream.

    Em 1989 lança Freedom, sua grande volta por cima, abandonando de vez os experimentalismos da época da gravadora Geffen.
    Nesse disco está a música "Rockin' in the Free World", que recentemente fez bastante sucesso na voz de Eddie Vedder, do Pearl Jam.


    Em seguida, em 1990, lançou o excelente Ragged Glory, com seus velhos companheiros do Crazy Horse.
    Em outubro de 1991 ele lança o EP Arc e o disco ao vivo Weld, gravados com o suporte do Crazy Horse.

    Em 1992 sai o disco Harvest Moon, a tão esperada seqüência de Harvest de 72, além de marcar o aniversário de vinte anos deste álbum.

    Marca também Em Harvest Moon Young voltou a tocar com a banda Stray Gators.

    Nesse mesmo ano, ele gravou um show acústico especial para a MTV, que foi lançado em disco no ano seguinte.
    Ainda em 1993, a sua ex-gravadora, Geffen, lançou um disco chamado Lucky Thirteen, contendo material de Neil gravado entre 1982 e 1988. São músicas ao vivo, raridades e demos.

    No final do ano participou do Concerto em homenagem aos 30 anos de carreira de Bob Dylan, onde interpretou as músicas Just like Tombstone Blues e All Along The Watchower acompanhado da seminal banda de soul music dos anos 60 Booker T. & The MG's.
    O resultado foi tão bom que Young começou a fazer planos para um disco em conjunto, que foram interrompidos de uma hora para outra, até segunda ordem, pois o baixista Donald "The Duck" Dunn da banda sofreu um ataque cardíaco, e teve que se afastar da música por um longo período.


    Mais ou menos nessa época, estava acontecendo a explosão do grunge, um movimento alternativo que tinha entre seus principais expoentes o Pearl Jam, Soundgarden, Nirvana e Alice in Chains.

    Muitos artistas desse movimento declaravam ter como maior influência Neil Young, sem contar outras várias bandas alternativas, entre elas, o Sonic Youth.

    Essa última chegou a gravar um tributo ao canadense, em 1989, ao lado de outras bandas emergentes da época como Dinosaur Jr, Pixies e artistas como Nick Cave.
    Esse tributo foi lançado sob o título de The Bridge: A Tribute to Neil Young.

    Em abril de 1999 foi lançado o CD duplo This notes for you Too!, uma espécie de continuação do tributo anterior, agora com 37 bandas , a maioria obscuras, e alguns poucos nomes conhecidos, onde se destacam gente como Richard Lloyd do Television , Lee Ranaldo do Sonic Youth, e a banda inglesa Walkabouts. Ambos tributos têm a renda beneficente.

    Em 1994 ele participou da trilha sonora do filme Philadelphia (de Jonathan Demme, estrelado por Tom Hanks).
    E em agosto desse mesmo ano, lançou o disco Sleep With Angels, com a Crazy Horse, que trazia uma homenagem ao recém falecido líder do Nirvana Kurt Cobain, na épica Change Your Mind de 14 minutos.

    No verão de 1995, ele lançou Mirror Ball, tendo o suporte da banda Pearl Jam.

    O disco segue a linha roqueira de álbuns como Zuma e Ragged Glory.
    O nome Pearl Jam não é citado no disco por problemas burocráticos. Nesse mesmo ano, ele voltou a participar de uma trilha sonora, a do filme Dead Man (de Jim Jarmusch, estrelado por Johnny Depp).

    No verão de 1996, gravou Broken Arrow com o Crazy Horse, e participou de uma mini-turnê de divulgação do disco.
    Essa turnê é gravada e lançada em forma de disco e filme, em 1997, ambos chamados de The Year of the Horse, sendo que o filme foi dirigido por Jim Jarmusch.

    Atualmente Neil vive, no norte da Califórnia.
    .Ele dirige, junto com sua mulher Peg, a Bridge School for Handicapped Children, que é uma associação de ajuda a crianças deficientes.
    Seu filho Ben tem um problema no cérebro e é tratado lá.
    Periodicamente ele financia concertos em benefício dessa associação, sendo que o último deles rendeu um álbum , chamado Bridge School Concerts, onde aparecem artistas como Beck, Patti Smith, Pearl Jam, Elvis Costello, David Bowie e o próprio Young.


    No ano 2000, Neil Young voltou a fazer um trabalho solo. "Silver & Gold" muito elogiado pela imprensa em geral.
    O disco é, musicalmente falando, muito mais voltado às suas raízes, deixando um pouco de lado as guitarras, muito presentes na maioria dos seus discos lançados na década de 90.
     

    O álbum é quase inteiramente acústico, no formato voz-violão-gaita, formato este que Neil Young sabe como poucos transformar em grandes momentos.

    Completada a turnê de Silver & Gold, Neil lançou mais um álbum ao vivo, "Vol.1 - Road Rock" que conta com 8 faixas de variadas épocas de sua carreira.
    O novo álbum é acompanhado do lançamento de um DVD com mais de 20 músicas, sendo ambos lançados no fim de 2000.

    No começo do ano seguinte, Neil Young veio ao Brasil para se apresentar no Rock in Rio 3, ao lado do Crazy Horse.

    Em 2002, foi lançado "Are You Passionate?", o primeiro disco resultante da pareceria de Neil com a banda Broker T & The MG's.
    A banda em questão, toca junto desde os anos 60 e faz parte do cast da gravadora Stax, uma das mais conceituadas gravadoras de black e soul music dos EUA.
    O resultado é que "Are You Passionate?" ecoa as influências da soul music, e é o disco mais variado de Neil Young desde "This Note's For You", de 1988.
    A Crazy Horse contribuiu na faixa "Goin' Home" (não por acaso, a mais pesada do álbum). "Are You Passionate?" conta ainda com uma composição feita logo após o desastre das torres gêmeas, "Let's Roll".

    Em 2003, novo disco: "Greendale" é lançado como um álbum conceitual que prevê ainda o lançamento de um filme dirigido por Neil Young com a história deste. Antes do lançamento do disco, Neil já estava em turnê tocando e contando a história de "Greendale" ao redor do mundo.

    Seu mais recente álbum de estúdio é "Americana", gravado com a banda Crazy Horse e lançado em 5 de Julho de 2012.

    DISCOGRAFIA:

    Com Crosby, Stills, Nash & Young

    [editar] Com Buffalo Springfield

    • 1967 Buffalo Springfield
    • 1967 Buffalo Springfield Again
    • 1968 Last Time Around
    • 1973 Buffalo Springfield (compilação)
    • 2001 Buffalo Springfield (box set)

    [editar] Solo

    • 1968 Neil Young
    • 1969 Everybody Knows This Is Nowhere (com Crazy Horse)
    • 1970 After the Gold Rush
    • 1972 Harvest (com The Stray Gators)
    • 1972 Journey Through the Past
    • 1973 Time Fades Away (com The Stray Gators)
    • 1973 Tonight's the Night (com The Santa Monica Flyers, editado apenas em 1975)
    • 1974 On the Beach
    • 1975 Zuma (com Crazy Horse)
    • 1976 Long May You Run (com Stephen Stills, the "Stills-Young Band")
    • 1977 American Stars'n'Bars
    • 1977 Decade
    • 1978 Comes A Time
    • 1979 Rust Never Sleeps (com Crazy Horse)
    • 1979 Live Rust (ao vivo, com Crazy Horse)
    • 1980 Where the Buffalo Roam
    • 1980 Hawks and Doves
    • 1981 Re-ac-tor (com Crazy Horse)
    • 1982 Trans
    • 1983 Everybody's Rockin' (com Shocking Pinks)
    • 1985 Old Ways
    • 1986 Landing on Water
    • 1987 Life (com Crazy Horse)
    • 1988 This Note's For You (com The Bluenotes)
    • 1989 Eldorado (EP) (com The Restless)
    • 1989 Freedom
    • 1990 Ragged Glory (com Crazy Horse)
    • 1991 Weld (ao vivo, com Crazy Horse)
    • 1991 Arc (ao vivo, with Crazy Horse)
    • 1992 Harvest Moon
    • 1993 Lucky Thirteen
    • 1993 Unplugged
    • 1994 Sleeps With Angels (com Crazy Horse)
    • 1995 Mirror Ball (com Pearl Jam)
    • 1996 Dead Man (banda sonora)
    • 1996 Broken Arrow (com Crazy Horse)
    • 1997 Year of the Horse (ao vivo, com Crazy Horse)
    • 2000 Silver & Gold
    • 2000 Road Rock Vol. 1
    • 2002 Are You Passionate? (com Booker T. & the MG's)
    • 2003 Greendale (com Crazy Horse)
    • 2004 Greatest Hits
    • 2005 Prairie Wind
    • 2006 Living With War
    • 2006 Live At Fillmore East 1970-2006 (with Crazy Horse)
    • 2007 Chrome Dreams II"
    • 2009 Fork in the Road
    • 2010 Le Noise
    • 2011 A Treasure
    • 2012 "Americana"(Com Crazy Horse)