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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Raul Eterno Seixas!!!

                           

Raul Seixas nasceu em Salvador em 1945, se estivesse vivo, completaria 68 anos de idade neste dia 28 de  junho, portanto é da mesma geração que definiu a tropicália: Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa entre tantos outros. Mas Raul, ao contrário destes, teve em sua infância um maior contato e assimilação do rock and roll já que era vizinho e amigo de filhos de famílias americanas que trabalhavam para o consulado americano na Bahia.


Foi por isso que se tornou-se fã ardoroso de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor.
Engana-se porém quem pensa que Raul renegou a cultura brasileira adotando o rock and roll; ele odiava a bossa nova, mas, como todos sabemos, acrescentou ao seu rock elementos de música nordestina como o baião, xaxado, música brega.



Repetiu várias vezes a segunda série ginasial- apesar de muito inteligente e leitor voraz, rapidamente se cansou da escola decidindo pela profissionalização como músico.

Em 1962 em meio ao movimento bossa nova que explodia no Brasil, Raul montou sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudou seu nome para The Panthers e finalmente Raulzito e os Panteras. Pela formação do grupo passaram entre outros além de Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Pedrinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria). Logo abandonou a faculdade de direito.

Já como Raulzito e os Panteras gravaram um compacto que foi distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Apresentavam-se em clubes e algumas vezes em rádio e TV.



Assim começaram a ficar famosos como expressão local do movimento Jovem Guarda da época -liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa, etc, por sua vez versões brasileiras de sucessos dos Beatles-.

Com o apoio de Jerry Adriani o grupo saiu em turnê pelo Brasil com os Panteras -abrindo os shows do primeiro- e em 1968 gravou o seu primeiro LP que não alcançou nenhuma repercussão a nível nacional. Por isso Raul voltou para Salvador possivelmente pretendendo abandonar a música. Raul saiu da Bahia novamente para tentar carreira de produtor na CBS onde produziu e compôs para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros astros da época.


Perdeu este emprego por produzir e gastar dinheiro sem conhecimento dos seus superiores na prensagem de seu segundo LP, Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez.



Ouça no link abaixo a canção que Raul fez pro Jerry: Doce doce amor!

http://www.youtube.com/watch?v=_Q3i6LmHpqc&feature=player_detailpage

Em 1972 alcançou a tão desejada repercussão nacional classificando duas músicas no Festival Internacional da Canção, evento de grande repercussão montado anualmente pela Rede Globo, um concurso de músicas.
Raul participou com Let Me Sing Let Me Sing (que chegou às finais) e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo.
A boa aceitação lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram onde lançou um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers 24 Maiores Sucessos da Era do Rock que nem tinha o nome de Raul.

O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso, uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a ditadura e o milagre econômico.



Em 1973 saiu o LP Krig-Ha Bandolo! que se tornou uma grande referência da obra de Raul e que apresentava as primeiras parcerias de Raul com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.



No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. Foi ali no exílio que Raul veio a conhecer alguns de seus ídolos como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.


Voltou ao Brasil em 1974 em meio ao sucesso do segundo LP, Gita, possivelmente o seu lançamento de maior vendagem e repercussão, ganhando discos de ouro e participando da trilha sonoras da novela O Rebu.

A Philips chegou mesmo a relançar 24 Maiores Sucessos da Era do Rock com um novo nome, 20 Anos de Rock e dessa vez tinha o nome de Raul em destaque. Seguiram-se então LPs de grande repercussão, Novo AeonHá 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock SeixasO Dia Em Que a Terra Parou.

A partir do final da década de 70 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde em virtude do consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Não parou porém de lançar discos e projetos, Mata VirgemPor Quem os Sinos DobramAbre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e cancelou diversos contratos e shows.


Após a queda de vendagens nos últimos discos e um longo boicote de gravadoras, estourou novamente em 1983 com a música Carimbador Maluco, lançada em um single encartado junto com o LP Raul Seixas, mais tarde acrescida como faixa deste mesmo LP, mais famosa por ter sido usada no especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo.


Seguiram-se os discos Metrô Linha 743Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com aquele que foi seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis.

Em Uah Bap Lu Bap La Bein Bum e A Pedra do Gênesis foram usadas faixas que deveriam ser parte de um projeto maior nunca lançado chamado Opus 666, elaborado a partir de 1982, após o fracasso de um outro projeto, Nuit.
O projeto Opus 666 consistia de discos lançados em inglês e distribuídos fora do circuito padrão das gravadoras. A capa projetada para o Opus 666 terminou sendo usada em A Pedra do Gênesis.
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Em 1988 Raul passou a compor, gravar e excursionar com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus.
O abortado Nuit teve música homônima lançada no LP A Panela do Diabo, sendo esta praticamente a única música que veio a público de todo o projeto original de Raul -que data de 1981, em parceria com Kika Seixas-. Alguns rumores davam conta de outro projeto, Persona, que também não deu certo.


Abaixo um depoimento do próprio Raulzito, mais conhecido como o seu próprio inventário:

Nasci em 45, no final da guerra , portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra necessariamente. Comecei a usar cabelo James Dean, blusão de couro e a beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média: 'Um menino que teve tudo , nasceu em berço de ouro, mimado , por que age assim?' , meus pais se indagavam.
Minha mãe queria que eu fosse presidente da República. Meu pai era chefe de Telecomunicações da Viação Férrea Federal da Bahia. Além disso ele sempre foi um sombra em minha vida. Na realidade, hoje é que ele está sentindo necessidade de se chegar; eu e meu único irmão o estamos acatando.

Casei quatro vezes e morei um ano e meio com a carioca Tânia, com a qual não tive filhos. Foi minha terçeira mulher.

Anos 50: nossa familia com meu pai saímos viajando por todo o interior da Bahia inspecionando estações de trem. Ouvia muito Luiz Gonzaga e os repentistas da estrada de ferro. Meu irmão e eu  tomávamos cachaça escondido junto com os matutos do norte.

Na cidade em Salvador papai ouvia o Repórter Esso, mamãe colecionava a revista O Cruzeiro, e ficou muito deprimida quando Marta Rocha perdeu por duas polegadas a mais!!! Eu metido em brigas de turma nos bairros: lambreta e conduíte.

Naquela época a Bahia estava infestada de americanos que trabalhavam para a Petrobrás. Em 54 surge nos Estados Unidos Elvis e o Rock'n'Roll caipira, além do blues dos negros do sul. Os filhos dos gringos me apresentavam esse novo fenômeno através de discos e revistas. Quando a gente se encontrava na rua o papo era: 'E aí , tudo bem, tem disco novo?' Aprendi blues e rock antes destas músicas terem chegado ao Brasil. Além disso aprendi inglês fluentemente.

Troquei minha lambreta por dois velhos pares de violão e um contrabaixo de pau. Baixo acústico.

Perdi a segunda séria do ginásio por cinco anos para comparecer aos programas de rádio e ao Elvis Rock Club, onde se bebia e dublava os artistas americanos; eu era o único que cantava e tocava ao vivo."


Em 21 de Agosto de 1989, apenas dois dias após o lançamento de A Panela do Diabo, Raul Seixas morreu, aos 44 anos.
Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.

O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
O Blog "Refrão na Rede" envia um forte abraço ao grande Sylvio Passos, presidente do Fã Clube Oficial Raul Rock Club, fundado neste dia no ano de 1981!!!




Curiosamente após a sua morte teve o seu talento mais reconhecido do que nunca, arregimentando a cada dia mais fãs e seguidores, sendo lançados postumamente registros inéditos e coletâneas, todos sucessos de vendas.


                        

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Gil!!!



     

O Blog "Refrão na Rede" faz uma homenagem ao cantor, e compositor baiano, Gilberto Passos Gil Moreira, mais conhecido como Gilberto Gil.
Nascia em Salvador, no dia 26 de junho de 1942, portanto, completando 71 anos de vida!

Formado em administração de empresas, o primeiro emprego foi na Gessy Lever, em São Paulo. Iniciou a carreira como músico da bossa nova, mas logo começou a compor músicas que refletiam um novo foco de preocupação política e ativismo social, ao lado do parceiro Caetano Veloso.

Foi a irmã de Caetano, a já reconhecida cantora Maria Bethânia, que lançou Gilberto Gil nacionalmente como compositor nos anos 60.


Nos anos 70, Gil acrescentou elementos novos, da música africana e norte-americana, ao já vasto repertório, e continuou lançando álbuns como Realce e Refazenda. João Gilberto gravou a música Eu Vim Da Bahia, de Gil, no clássico LP João Gilberto.

Em fins de 1968, Gil e Caetano Veloso, cuja importância no Brasil era, e é, de certa forma comparável à de John Lennon e Paul McCartney no mundo anglófono, foram presos pelo regime militar brasileiro instaurado após 1964 devido a supostas atividades subversivas, de que foram taxados. Depois da anistia, ambos exilaram-se por ocasião do governo militar em vigência no Brasil a partir de 1969 em Londres.


Nos anos 70 iniciou uma turnê pelos Estados Unidos e gravou um álbum em inglês.
De volta ao Brasil, em 1975 Gil grava Refazenda, um dos mais importantes trabalhos que, ao lado de Refavela, gravado após uma viagem ao continente africano, e Realce, formariam uma trilogia RE.





Refavela traria a canção Sandra, onde, de forma metafórica, Gil falaria sobre a experiência de ter sido preso por porte de drogas durante um excursão ao sul do país e ter sido condenado à permanência em manicômio judiciário, ou conforme denominação eufemística, casa de custódia e tratamento, entretanto designada por Gil como hospício.

Ouça a canção Sandra no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=HhgSSPZ6Lh0&feature=player_detailpage

Fechamento da trilogia, Realce causaria certa polêmica quando alguns considerariam a canção título como uma ode ao uso de cocaína, isto talvez explicitado pelos versos: realce, quanto mais purpurina melhor.

Ao lado dos colegas Caetano Veloso e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado por Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda.
O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, na época do lançamento (1976) foi duramente criticado.
Doces Bárbaros foi tema de filme, DVD e enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994, com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, puxadores de trio elétrico no carnaval de Salvador, apresentaram-se na praia de Copacabana e para a Rainha da Inglaterra. O quarteto Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 70.



Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.


Trabalhou com Jimmy Cliff com quem fez, em 1980, uma excursão, pouco depois de ter feito uma versão em português de No Woman, No Cry (em português, Não chores mais) sucesso de Bob Marley & The Wailers que foi um grande sucesso, trazendo a influência musical do reggae para o Brasil.

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983.
Gil integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma platéia de mais de duzentas mil pessoas. Gil interpretou a canção Sobre todas as coisas composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo.
O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e da saga da grande família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa.
O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água; é de Gil a autoria da composição de Chega de mágoa. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

Dentre as inúmeras composições consagradas pelo próprio Gil e na voz de outros intérpretes, estão: Procissão, Estrela, Vamos Fugir, Aquele Abraço, A Paz, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Esperando na Janela, Domingo no Parque, Drão, No Woman no Cry, Só Chamei Porque te Amo, Não chores mais Woman no cry, Andar com Fé, Se Eu Quiser Falar Com Deus, Divino maravilhoso, A linha e o linho, Com medo com Pedro, Objeto sim objeto não, Three Little Birds, Ela, Pela Internet, A Novidade, Morena, A Raça Humana, Palco, Realce, Divino maravilhoso, e outras.

Compôs para dezenas de artistas, como Elis Regina, Simone Bittencourt de Oliveira, Maria Bethânia, Gal Costa, Zizi Possi, Daniela Mercury, Carla Visi e Ivete Sangalo.

Em 1994, Gilberto Gil foi um dos pioneiros no formato acústico no Brasil ao produzir, junto à MTV, o programa e CD Gilberto Gil Unplugged. Sete anos depois, esse registro histórico volta totalmente remasterizado em DVD. Produzidos pela Refazenda - empresa fundada por Flora Gil - o DVD conta com 3 faixas inéditas em vídeo, comentários de Gil, cifras para violão, biografia ilustrada, discografia completa, links para Internet e uma apresentação dos músicos.



Apesar de intimamente ligado à música, Gil expandiu sua atuação para a direção de festivais Músicais (Percpan), criação de rádio online (Expresso 2222), participação em eventos sociais (Movimento GNT) e outras atividades pelo país.
Com uma extensa carreira, mantém uma aura de respeitabilidade que poucos no Brasil podem dizer que tem.

A trajetória de Gil teve sua estréia Músical oficial no longínquo compacto de 1962 Povo Petroleiro, com a marcha Coça, Coça, Lacerdinha.


 De lá para cá sua biografia se transforma em um infindável número de acontecimentos significativos dentro da música e adjacências. O disco de estréia foi Gilberto Gil - Sua Música, Sua Interpretação, de 1963.


Gil teve quatro casamentos, oito filhos e cinco netos. Um trauma que talvez jamais supere: a morte do filho Pedro, aos 19 anos, em 1990 por acidente de carro.

Fica aqui uma singela homenagem ao extraordinário artista Gilberto Gil.



    

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Michael Jackson!


                               

Há 4 anos o Planeta perdia um de seus maiores artistas em todos os aspectos, um verdadeiro Show Man!
No dia 25 de junho de 2009 falecia em Los Angeles, Michael Joseph Jackson aos 50 anos de idade.

O rei do pop, Michael Joe Jackson, além de cantor, compositor e dançarino, também ficou conhecido por suas excentricidades. O cantor entrou para a carreira artística aos 5 anos de idade. Seu pai, Joseph Jackson, trabalhava como operário e tinha feito parte de grupos musicais inexpressivos.

Em 1965, decidiu criar uma banda com cinco dos seus nove filhos, o Jackson Five, formado por Michael, Jackie, Tito, Marlon e Randy.
O grupo venceu um concurso de talentos em uma escola com a música "My Girl".

O Jackson Five entrou para a história musical do país por ser a primeira banda formada por negros a fazer sucesso.

Em 1971, aos 13 anos de idade, Michael gravou um single solo: "Got To Be There", e no ano seguinte lançou o disco "Ben". Dois anos depois, destacou-se com "Music and me".
Em 1975, os irmãos mudaram o nome do grupo para "Os Jacksons".


Michael lançou o seu primeiro álbum sozinho "Of The Wall" em 1978.


Em 1982, lançou "Thriller" com produção de Quincy Jones. O álbum foi um dos mais vendidos no mundo (é um dos recordistas de venda até hoje) e o astro ganhou oito prêmios Grammy de uma só vez. Em 1984, gravou o disco "Victory", com os seus irmãos, e participou da música "We Are The World" com outros artistas, em ajuda ao povo africano.




A vida pessoal de Michael Jackson gerou especulações de que ele fazia cirurgias plásticas para mudar a fisionomia e a cor da pele, apesar do cantor alegar ter vitiligo (doença que causa manchas no corpo). Michael comprou um rancho na Califórnia que chamou de "Neverland" (Terra do Nunca), com parque de diversões e um minizoológico.

Afastado das produções musicais, o artista passou a trabalhar, em 1986, com os cineastas George Lucas e Francis Ford Coppola, o que lhe rendeu um filme que foi exibido até 1998 nos parques da Disney. Em 1987, gravou o disco "Bad", que alcançou apenas a metade das vendas de "Thriller".
Em 1992, acabou sua parceria com Quincy Jones e lançou "Dangerous".
A canção "Black or White" foi elogiada pela qualidade, mas o clip foi criticado pelas cenas de violência.





No ano seguinte, foi acusado de molestar um garoto de 13 anos em seu rancho, mas foi inocentado por falta de provas.
Para recuperar a imagem, em 1994 Michael se casou com Lisa Marie Presley, filha de Elvis Presley, mas o relacionamento durou apenas 19 meses.


Em 1995, lançou dois CDs chamados "HIStory: Past, Present and Future, Book 1". No ano seguinte, Michael casou-se com a enfermeira Debbie Rowe, com quem teve dois filhos.
De volta às gravações, em 2001 Michael Jackson lançou "Invencible" e, em 2003, "Number Ones". "The Ultimate Collection", lançado em 2004, trazia quatro CDs e um DVD, reunindo os grandes clássicos da carreira de Michael, além de músicas inéditas, apresentações ao vivo, duetos e trilhas sonoras. Mas o que continuou em evidência foram as acusações de pedofilia feitas contra o astro, que respondeu processo e foi inocentado em 2005.

Enquanto se preparava para uma nova turnê intitulada This Is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofol em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca.

O Tribunal de Justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio, e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo.

Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.

Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo "O maior artista de todos os tempos" e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - 15 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente, Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular.

Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão, sendo o artista mais vendido de todos os tempos. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, foi citado como "a pessoa mais famosa do mundo".

Álbuns de estúdio

Outros:

Coletâneas, semicoletâneas e edições especiais








terça-feira, 18 de junho de 2013

Paul McCartney!


                                                        

Paul nasceu dia 18 de junho de 1942 em Liverpool, Inglaterra.
Seu pai, Jim McCartney, tocava trompete e piano e, depois da morte de sua mulher, Mary McCartney, em 1956, quis estimular o filho a se interessar por intrumentos musicais, presenteando Paul com um trompete.

O jovem, entretanto, desinteressado pelo trompete, pediu um violão e, a partir de então, foi interessando-se pela música.
Em 1957, Paul foi assistir a um concerto, no quintal de uma igreja, de uma pequena banda chamada The Quarrymen, cujo integrante principal era John Lennon, que estudava no colégio Quarry Bank, daí o nome da banda.

Nessa apresentação, os dois jovens fizeram amizade, que não era, por sua vez, aprovada pela tia de John, pois Paul vinha da classe operária.
Depois de ouvir o jovem McCartney tocando, o líder de The Quarrymen o convidou para participar da banda.

Em 1958, Paul pediu permissão para chamar à banda um amigo seu, chamado George Harrison, e John, apesar de demonstrar certa relutância pelo fato de George ser muito novo, aceitou.

Também aceitou a entrada de um amigo seu das escolas de artes, Stuart Sutcliffe, que, em 1961 deixou a banda, a qual era, a partir de então, formada por um quarteto com dois guitarristas (John e George), um contrabaixista (Paul) e um baterista (Pete).
Este último, logo depois de o empresário musical da banda, Brian Epstein, assinar o contrato com a EMI Parlophone, foi dispensado por motivos que até hoje ninguém sabe ao certo.

Paul e John formaram uma das duplas de compositores que mais deram certo na história do Rock.
Paul, era o que mais escrevia canções romântica, como "Yesterday", "And I Love Her", "Michelle" e "Here There And Everywhere".

Contudo, depois da morte de Brian, John passou a banda para segundo plano depois de conhecer Yoko Ono, e Paul tentou se tornar líder da banda, gerando conflito entre ambos.
Eles também entraram em conflito na hora de escolher qual empresário iria substituir Brian. Por sugestão de Paul, os Beatles gravaram o filme/documentário Let It Be pensando que isto os reaproximaria, o que não aconteceu.

Devido a esses desgastes, Paul McCartney anunciou, em 10 de abril de 1970, o fim dos Beatles e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum solo.
Embora eles já não quisessem mais continuar juntos, a entrevista antecipada de Paul, sem o conssentimento dos outros integrantes, gerou mágoas, a ponto de ele ser acusado pelos outros de traidor.

      

Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, McCartney escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com Linda fazendo os vocais de apoio.
O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim McCartney conseguiu fazer sucesso com a canção "Maybe I'm Amazed" e "Every Night".

Em 1971, McCartney lançou o compacto Another Day, que alcançou sucesso.
Ainda no mesmo ano, junto com sua mulher, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, Lennon (como na canção "Too Many People").

Mais tarde John Lennon responderia com a canção "How Do You Sleep?" atacando McCartney.
O álbum ainda trazia uma foto de dois besouros (beetles em inglês) copulando em referência aos Beatles.
 Assim como John Lennon fez com Yoko Ono, Paul McCartney insistiu para que Linda McCartney se tornasse sua parceira musical e ela, assim como Yoko, recebeu através do anos várias críticas por falta de talento musical.
Mas o álbum Ram é considerado por muitos como um dos melhores de sua carreira solo, e a canção "Uncle Albert/Admiral Halsey" foi o maior sucesso comercial do álbum.

Depois do disco solo Ram, ainda em 1971, Paul voltaria a formar uma nova banda, os Wings.
Sua nova banda teve durante os anos de sua existência como integrantes fixos Paul McCartney, Denny Laine (ex-Moody Blues) na guitarra e Linda McCartney nos teclados.
Outros integrantes não eram fixos como os três.

Uma das canções de maior sucesso dos Wings foi  "Live And Let Die", parte da trilha sonora do filme de 007 - James Bond: Viva e Deixe Morrer.
Ouça no Link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=nR46gQLyxuE&feature=player_detailpage

Em 1979, Paul McCartney organizou o show Concert for the People of Kampuchea. Participaram do show não só os Wings mas como também o Queen, The Who, Pretenders, The Clash e Elvis Costello entre outros.
Logo após, o Wings partiu em uma turnê ao Japão, onde McCartney foi preso por 8 dias ao desembarcar no aeroporto por porte de maconha. Era o fim da banda.

Após a morte de Lennon, McCartney que ficou muito chocado, mas foi criticado por ter sido frio em uma entrevista, voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo.
Ele explicou que isto era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado.

Em 1981, seis meses após a morte de Lennon, McCartney fez parte da vocalização do tributo de George Harrison a Lennon, na canção "All Those Years Ago", junto com Ringo Starr.
Ouça a canção:
http://www.youtube.com/watch?v=HzgHPEXyDHs&feature=player_detailpage



 Em abril de 1990, McCartney tocou pela primeira vez no Brasil, a apresentação foi no estádio de futebol Maracanã, e bateu o incrível record de público em uma apresentação de um artista solo com 184 mil pessoas.



Abaixo a Discografia completa de Paul!

Álbuns de estúdio
Com os Wings
Com o The Fireman
Álbuns ao vivo
Coletâneas
Trilhas sonoras
Álbuns experimentais
Álbuns de música clássica