sábado, 31 de agosto de 2013

Arnaldo Antunes!




O Blog " Refrão na Rede" faz uma homenagem ao extraordinário artista Arnaldo Antunes, nascido em dia 09 de setembro em 1960.

Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho nasceu no dia 2 de setembro, em São Paulo, SP, Brasil, filho de Arnaldo Augusto Nora Antunes e Dora Leme Ferreira Antunes. Arnaldo, o quarto do sete filhos do casal, tem como irmãos Álvaro, Maria Augusta (Uche), José Leopoldo (Léo), Cira, Sandra e Maria Renata.

Entrou no Colégio Luís de Camões e lá estudou até o segundo ano do ginásio.

Arnaldo é torcedor do Santos Futebol Clube.

Mudou para o colégio de aplicação da PUC SP, o São Domingos, no bairro de Perdizes.

Passou a gostar de ir a escola e a ter interesse pelas linguagens artísticas de forma geral.

Então, começou a desenhar e a fazer os primeiros poemas.

"E a gente canta, a gente dança , a gente não se cansa de ser criança; a gente brinca na nossa velha infância"...

Entrou no Colégio Equipe, que desenvolveu forte trabalho de arte-educação. Serginho Groissman estava a frente da programação musical do Centro Cultural do Equipe, que apresentava shows de artistas como Nelson Cavaquinho, Cartola, Clementina de Jesus, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros.

No Equipe tinha aula de cinema, e realizou Temporal, um super 8 de ficção, com 40 minutos de duração.

Conheceu Branco Mello, Sérgio Britto, Paulo Miklos, Ciro Pessoa, Nando Reis e Marcelo Fromer, que também estudavam no Equipe.

Começou a compor bastante com Paulo, que é da mesma classe. Dos Titãs, só o Bellotto e o Charles não estudaram no Equipe.

Do 2º para o 3º ano publicou a novela CAMALEÃO, impressa na gráfica da escola.


Começou a cursar Letras na Universidade de São Paulo (USP).

A família mudou-se para o Rio de Janeiro, e Arnaldo foi junto, transferindo a faculdade para a PUC-RJ.

Realizou, com um grupo de cinema da faculdade o super 8 experimental Jimi Gogh, de 15 minutos, com quadros de Van Gogh e música de Jimi Hendrix.

Seus pais continuaram morando no Rio, mas Arnaldo resolveu voltar para São Paulo, para onde se mudou com Go, sua primeira mulher, com quem ficou casado por sete anos.

Por uns dois anos, eles moraram na casa do artista plástico José Roberto Aguilar, com quem realizam diversas performances, até a formação da Banda Performática. Apresentam-se em diversos eventos no MAM (RJ), Pinacoteca do Estado (SP), Cooperativa dos Artistas Plásticos de São Paulo (SP), Galeria São Paulo (SP), Teatro da Fundação Getúlio Vargas (SP), Paulicéia Desvairada (SP), Parque Lage (RJ), entre outros. Nas performances, Arnaldo, com uma mala cheia de objetos, cantou, tocou percussão e inventou situações nonsenses, como pentear discos, bater panelas ou jogar livros para o alto.

Escreveu e produzie com Go, artesanalmente, pequenos livros impressos em xerox: A FLECHA SÓ TEM UMA CHANCE, e DEU NA CABEÇA DE ALGUÉM UMA ÁRVORE, UM PIANO E MUITAS GALINHAS.

Editou com Beto Borges e Sergio Papi a revista Almanak 80.

Fez diversas composições com Paulo Miklos, que também fez parte da Banda Performática. Os dois inscreveram a música Desenho no Segundo Festival da Vila Madalena. Com outra parceria composta com Paulo, A Menor Estrela, Arnaldo ganhou o prêmio de melhor letra no Festival de Música da FAAP.


Arnaldo e Paulo Miklos chamam o Trio Mamão (formado por Toni Belloto, Branco Mello e Marcelo Fromer) mais Nuno Ramos, Sérgio Britto, Ciro Pessoa, Fausto Fawcett e outros para participarem da gravação da Fita das musas, que foi lançada no Bar Terceiro Mundo em São Paulo.

Canta no evento A idade da pedra jovem, na Biblioteca Mário de Andrade, show que marca a estréia de Arnaldo, Sérgio Britto, Paulo Miklos, Marcelo Fromer, Nando Reis, Ciro Pessoa e Tony Bellotto, entre outros, num mesmo palco.

Os Titãs do Ieiê apresentam-se pela primeira vez, no Teatro Lira Paulistana e no Sesc Pompéia, em São Paulo, com nove integrantes: Arnaldo (vocal), Paulo Miklos (vocal e sax), Sérgio Britto (vocal e teclado), Branco Mello (vocal), Nando Reis (baixo e vocal), Ciro Pessoa (vocal), Marcelo Fromer e Tony Bellotto (guitarras) e André Jung (bateria).

Aguilar e Banda Performática gravam seu primeiro LP, pelo selo independente Neon Fonográfica.

O grupo segue por dois anos fazendo shows em casas como Napalm, Rose Bombom, Madame Satã, Radar Tantan, Circo Voador (RJ), entre outros. Apresentam-se em programas de TV como Fábrica do Som e Paulicéia Desvairada.

Arnaldo e Go fazem a exposição Caligrafias, na Galeria Cultura, em São Paulo, onde apresentam, na inauguração, a ópera performática A espada sinfônica, com vários convidados. Realizam também performances na Pinacoteca do Estado, Defeitos cônicos, na Livraria Belas Artes, Noite de performance: epicaligráfica, no Sesc Pompéia, Robôs efêmeros, entre outras.

Arnaldo monta com Paulo Miklos, Go e Nuno Ramos o grupo Os intocáveis, que toca no Teatro Lira Paulistana e com o qual apresenta pela primeira vez a canção Bichos escrotos, com participação especial de Nando Reis.

Nesse ano, pela primeira vez, canções de Arnaldo são gravadas por outro intérprete — Belchior inclui em seu disco Paraíso as canções Estranheleza, de Arnaldo, e Ma, uma parceria dele com Aguilar e Nuno Ramos.

Ciro Pessoa sai dos Titãs do Ieiê. O grupo assina contrato com a gravadora WEA e passa a chamar-se apenas Titãs. Grava seu primeiro LP, TITÃS, produzido por Peninha. A música Sonífera ilha é sucesso nacional e Arnaldo participa com o grupo dos programas de auditório, de maior audiência na TV, apresentados por Chacrinha, Bolinha, Raul Gil e Barros de Alencar. Os Titãs passam a ser conhecidos em todo o Brasil. Começam a fazer shows em outros estados onde nunca haviam tocado antes.

Arnaldo resolve sair dos Titãs depois de dez anos como integrante da banda.

Apesar de sua saída, Arnaldo continuará compondo com os Titãs. Várias dessas parcerias serão incluídas nos futuros discos dos Titãs, assim como nos discos solo de Arnaldo.

Tem composições gravadas por Hanói-Hanói — Pensamento, com Arnaldo Brandão — e por Adriana Calcanhotto — Velhos e jovens, com Péricles Cavalcanti.

Lança, pela BMG, gravadora que o contrata como artista solo, o CD e vídeo NOME, que vinha realizando com Zaba Moreau, Célia Catunda e Kiko Mistrorigo há mais de um ano, unindo música, poesia e produção gráfica em um único projeto. O CD é produzido por Arnaldo, Paulo Tatit e Rodolfo Stroeter, com participações especiais de Marisa Monte, João Donato, Arto Lindsay, Edgard Scandurra e Péricles Cavalcanti. O vídeo contém 30 peças com o intuito de dar movimento à palavra escrita.

O livro AS COISAS, recebe o Prêmio Jabuti de Poesia.

Arnaldo participa da exposição Arte Brasil, em Konstanz, Alemanha.

Integra o grupo Ouver, com Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Livio Tragtemberg, Walter Silveira e outros, com o qual apresenta performance poética na comemoração dos "30 Anos da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda", Teatro Alterosa, no Centro Cultural da UFMG, em Belo Horizonte, MG, e no "Perhappiness 93", evento em homenagem a Paulo Leminski, organizado pela Fundação Cultural de Curitiba.

Faz a capa do livro TEXTOS E TRIBOS, de Antônio Risério, Editora Imago.

Gilberto Gil e Caetano Veloso gravam, em seu disco conjunto TROPICÁLIA 2, a canção As Coisas, feita por Gil sobre texto de Arnaldo.

O Ira! grava Perigo, parceria de Arnaldo e Edgard Scandurra.


O CD TRIBALISTAS recebe disco de platina triplo no Brasil e platina na Itália e em Portugal.

TRIBALISTAS recebe o prêmio na categoria Música Popular, de Melhor Disco do Ano, da APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes.

Os tribalistas recebem o Prêmio Tim de Melhor Grupo e o Prêmio Austregésilo de Athaíde, na categoria Melhor CD. Recebem o Troféu Imprensa 2002 de Melhor Grupo e Melhor Música – Já Sei Namorar

Os tribalistas apresentam-se juntos, pela primeira vez, no encerramento da festa do Grammy Latino 2003, em Miami, EUA, onde recebem o prêmio de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro.

 

Discografia com os Titãs

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo

Videografia

Livros

TV

Cinema

Em 1985 atuou no filme Areias Escaldantes, um musical brasileiro.

               

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Toca Raul???

 

Raul Seixas nasceu em Salvador em 1945, portanto é da mesma geração que definiu a tropicália: Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa entre tantos outros. Mas Raul, ao contrário destes, teve em sua infância um maior contato e assimilação do rock and roll já que era vizinho e amigo de filhos de famílias americanas que trabalhavam para o consulado americano na Bahia.


Foi por isso que se tornou-se fã ardoroso de Elvis Presley, fundando aos 14 anos um fã-clube brasileiro do cantor.
Engana-se porém quem pensa que Raul renegou a cultura brasileira adotando o rock and roll; ele odiava a bossa nova, mas, como todos sabemos, acrescentou ao seu rock elementos de música nordestina como o baião, xaxado, música brega.



Repetiu várias vezes a segunda série ginasial- apesar de muito inteligente e leitor voraz, rapidamente se cansou da escola decidindo pela profissionalização como músico.

Em 1962 em meio ao movimento bossa nova que explodia no Brasil, Raul montou sua primeira banda, Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudou seu nome para The Panthers e finalmente Raulzito e os Panteras. Pela formação do grupo passaram entre outros além de Raul (vocal e guitarra), Thildo Gama, Pedrinho (guitarra), Mariano Lanat (baixo), Carleba (bateria). Logo abandonou a faculdade de direito.

Já como Raulzito e os Panteras gravaram um compacto que foi distribuído para rádios com duas músicas (sendo uma versão de Elvis Presley). Apresentavam-se em clubes e algumas vezes em rádio e TV.



Assim começaram a ficar famosos como expressão local do movimento Jovem Guarda da época -liderado por Roberto Carlos, Jerry Adriani, Erasmo Carlos, Wanderléa, etc, por sua vez versões brasileiras de sucessos dos Beatles-.

Com o apoio de Jerry Adriani o grupo saiu em turnê pelo Brasil com os Panteras -abrindo os shows do primeiro- e em 1968 gravou o seu primeiro LP que não alcançou nenhuma repercussão a nível nacional. Por isso Raul voltou para Salvador possivelmente pretendendo abandonar a música. Raul saiu da Bahia novamente para tentar carreira de produtor na CBS onde produziu e compôs para Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio, entre outros astros da época.


Perdeu este emprego por produzir e gastar dinheiro sem conhecimento dos seus superiores na prensagem de seu segundo LP, Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta Sessão das Dez.



Ouça no link abaixo a canção que Raul fez pro Jerry: Doce doce amor!

http://www.youtube.com/watch?v=_Q3i6LmHpqc&feature=player_detailpage

Em 1972 alcançou a tão desejada repercussão nacional classificando duas músicas no Festival Internacional da Canção, evento de grande repercussão montado anualmente pela Rede Globo, um concurso de músicas.
Raul participou com Let Me Sing Let Me Sing (que chegou às finais) e Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo.
A boa aceitação lhe valeu seu primeiro contrato com uma gravadora, a Philips Phonogram onde lançou um compacto de Let Me Sing Let Me Sing e o LP coletânea de covers 24 Maiores Sucessos da Era do Rock que nem tinha o nome de Raul.

O segundo compacto, Ouro de Tolo, foi o seu primeiro grande sucesso, uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a ditadura e o milagre econômico.



Em 1973 saiu o LP Krig-Ha Bandolo! que se tornou uma grande referência da obra de Raul e que apresentava as primeiras parcerias de Raul com o companheiro de estudos esotéricos Paulo Coelho.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.



No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. Foi ali no exílio que Raul veio a conhecer alguns de seus ídolos como Elvis Presley, John Lennon e Jerry Lee Lewis.


Voltou ao Brasil em 1974 em meio ao sucesso do segundo LP, Gita, possivelmente o seu lançamento de maior vendagem e repercussão, ganhando discos de ouro e participando da trilha sonoras da novela O Rebu.

A Philips chegou mesmo a relançar 24 Maiores Sucessos da Era do Rock com um novo nome, 20 Anos de Rock e dessa vez tinha o nome de Raul em destaque. Seguiram-se então LPs de grande repercussão, Novo AeonHá 10 Mil Anos Atrás (último em parceria com Paulo Coelho), Raul Rock SeixasO Dia Em Que a Terra Parou.

A partir do final da década de 70 Raul Seixas começou a apresentar problemas de saúde em virtude do consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Não parou porém de lançar discos e projetos, Mata VirgemPor Quem os Sinos DobramAbre-te Sésamo. Passou a sofrer de hepatite crônica em virtude da bebida e cancelou diversos contratos e shows.


Após a queda de vendagens nos últimos discos e um longo boicote de gravadoras, estourou novamente em 1983 com a música Carimbador Maluco, lançada em um single encartado junto com o LP Raul Seixas, mais tarde acrescida como faixa deste mesmo LP, mais famosa por ter sido usada no especial infantil Plunct Plact Zumm da Rede Globo.


Seguiram-se os discos Metrô Linha 743Uah Bap Lu Bap La Bein Bum (com aquele que foi seu último grande hit, Cowboy Fora da Lei) e A Pedra do Gênesis.

Em Uah Bap Lu Bap La Bein Bum e A Pedra do Gênesis foram usadas faixas que deveriam ser parte de um projeto maior nunca lançado chamado Opus 666, elaborado a partir de 1982, após o fracasso de um outro projeto, Nuit.
O projeto Opus 666 consistia de discos lançados em inglês e distribuídos fora do circuito padrão das gravadoras. A capa projetada para o Opus 666 terminou sendo usada em A Pedra do Gênesis.
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Em 1988 Raul passou a compor, gravar e excursionar com o também baiano Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus.
O abortado Nuit teve música homônima lançada no LP A Panela do Diabo, sendo esta praticamente a única música que veio a público de todo o projeto original de Raul -que data de 1981, em parceria com Kika Seixas-. Alguns rumores davam conta de outro projeto, Persona, que também não deu certo.


Abaixo um depoimento do próprio Raulzito, mais conhecido como o seu próprio inventário:

Nasci em 45, no final da guerra , portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra necessariamente. Comecei a usar cabelo James Dean, blusão de couro e a beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média: 'Um menino que teve tudo , nasceu em berço de ouro, mimado , por que age assim?' , meus pais se indagavam.
Minha mãe queria que eu fosse presidente da República. Meu pai era chefe de Telecomunicações da Viação Férrea Federal da Bahia. Além disso ele sempre foi um sombra em minha vida. Na realidade, hoje é que ele está sentindo necessidade de se chegar; eu e meu único irmão o estamos acatando.

Casei quatro vezes e morei um ano e meio com a carioca Tânia, com a qual não tive filhos. Foi minha terçeira mulher.

Anos 50: nossa familia com meu pai saímos viajando por todo o interior da Bahia inspecionando estações de trem. Ouvia muito Luiz Gonzaga e os repentistas da estrada de ferro. Meu irmão e eu  tomávamos cachaça escondido junto com os matutos do norte.

Na cidade em Salvador papai ouvia o Repórter Esso, mamãe colecionava a revista O Cruzeiro, e ficou muito deprimida quando Marta Rocha perdeu por duas polegadas a mais!!! Eu metido em brigas de turma nos bairros: lambreta e conduíte.

Naquela época a Bahia estava infestada de americanos que trabalhavam para a Petrobrás. Em 54 surge nos Estados Unidos Elvis e o Rock'n'Roll caipira, além do blues dos negros do sul. Os filhos dos gringos me apresentavam esse novo fenômeno através de discos e revistas. Quando a gente se encontrava na rua o papo era: 'E aí , tudo bem, tem disco novo?' Aprendi blues e rock antes destas músicas terem chegado ao Brasil. Além disso aprendi inglês fluentemente.

Troquei minha lambreta por dois velhos pares de violão e um contrabaixo de pau. Baixo acústico.

Perdi a segunda séria do ginásio por cinco anos para comparecer aos programas de rádio e ao Elvis Rock Club, onde se bebia e dublava os artistas americanos; eu era o único que cantava e tocava ao vivo."


Em 21 de Agosto de 1989, apenas dois dias após o lançamento de A Panela do Diabo, Raul Seixas morreu, aos 44 anos.
Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.

O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo a Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova, tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.
O Blog "Refrão na Rede" envia um forte abraço ao grande Sylvio Passos, presidente do Fã Clube Oficial Raul Rock Club, fundado neste dia no ano de 1981!!!




Curiosamente após a sua morte teve o seu talento mais reconhecido do que nunca, arregimentando a cada dia mais fãs e seguidores, sendo lançados postumamente registros inéditos e coletâneas, todos sucessos de vendas.


                        

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Curiosidades sobre Elvis Presley!


                       

Há 36 anos falecia o Rei do Rock, Elvis Presley.

A vida e o legado do Rei do Rock'n Roll continua a ser motivo de fascinação constante para os fãs de música ao redor do mundo.

Mas ainda há muitas curiosidades incríveis sobre o cantor que você não pode ter ouvido.

Os famosos cabelos negros eram, na verdade, tingidos. A cor natural do cabelo de Elvis era castanho claro.

Elvis chegou em quinto em um concurso de talentos quando tinha 5 anos, cantando 'Old Shep' de pé sobre uma cadeira.

Elvis pagou apenas U$ 4 para gravar seu primeiro disco. Ele cantou 'My Happiness' e 'That's When The Heartaches Begin' e presenteou sua mãe com a gravação no compacto.

Elvis comprou seu primeiro violão com apenas 11 anos. Ele queria uma arma, mas em vez disso sua mãe o convenceu a comprar o instrumento.

Quando ele apareceu no Steve Allen Show em 1956, foi forçado a cantar 'Hound Dog' para cachorro da raça um basset hound, ao vivo. Elvis achou a experiência humilhante e dizem que que ele esbravejava furiosamente sobre o incidente nos bastidores.

Em 1954, o jovem Elvis fez o teste para se tornar um membro do quarteto gospel as Songfellows. Eles recusaram o cantor.

Elvis tinha um chimpanzé de estimação chamado Scatter, cujo passatempo favorito era a olhar debaixo das saias das mulheres.

Os movimentos impressionantes de Elvis não eram o bastante para seus quadris giratórios - ele também era faixa preta em karatê.

Durante a década de 1970, Elvis apareceu no palco de um cassino em Las Vegas. No entanto, ele tinha um contrato de exclusividade com um casino rival que o proibia de cantar em outro estabelecimento. Para dar um jeito, em vez de cantar, Elvis entreteu o público demostrando alguns golpes de karatê.

Quando Elvis viu um trabalhador de um posto de gasolina ser atacado por dois jovens em 1977, ele achou que deveria fazer algo sobre isso, então pulou para fora de sua limusine e começou a proferir golpes de karatê. O choque de ser confrontado por um megastar mundial logo fez com que os criminosos fugissem.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Embora Elvis tenha gravado mais de 600 canções, nenhuma delas era de sua autoria.

No auge de sua comilança e ganho de peso, Elvis chegou a consumir 94.000 calorias por dia. Um elefante asiático come apenas 50.000.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Suas coleções particulares incluíam armas e estátuas de Vênus de Milo.

Elvis costumava usar um crucifixo, a letra hebraica chai e uma estrela de Davi no pescoço. Ele alegou que fez isso porque ele não queria perder o céu devido a um 'problema técnico' por escolher só uma religião.

Um juiz da Flórida classificou o cantor como um 'selvagem' na década de 1950, alegando que sua música estava 'estragando' a juventude. Elvis também foi proibido de agitar o corpo dele em um show, e na ocasião acabou mostrando o dedo do meio em sinal de protesto.

Elvis não gostava de ser chamado de 'o rei'. Certa vez, ele reclamou: 'Jesus Cristo é o rei. Eu sou apenas um artista'.

O filme favorito de Elvis era 'Rebeldes Sem Causa', o qual ele dizia saber os diálogos de cor. Ele também gostava de Monty Python.

Elvis deu nomes aos seus famosos macacões usados em shows. Estes incluíam Gypsy, Chama, The King of Spades, Tiger Mad e Peacock.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Elvis deu tantos carros como presentes que ninguém jamais foi capaz de chegar a uma contagem precisa. Os carros incluídos Cadillacs, Corvettes e Lincoln. Muitos dos presentes foram para chefes da máfia de Memphis.

Seu show de 1973 no Hawaii foi o primeiro show a ser transmitido via satélite, e foi visto por um bilhão de pessoas.
Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Em 1971, Elvis escreveu ao presidente dos EUA, Richard Nixon, e perguntou se ele poderia ser um agente federal do Departamento de Narcóticos e Drogas Perigosas. Ele disse: 'a cultura da droga, os elementos Hippie, a SDS, panteras negras, etc não me consideram como seu inimigo'. Nixon acabou sendo persuadido e deu-lhe um crachá.
Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Elvis teria um irmão gêmeo, Jesse, mas, infelizmente, este nasceu morto.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Elvis possuía um total de 37 armas, e até mesmo usava uma garrucha de dois tiros durante algumas de suas performances ao vivo na década de 1970.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Elvis só tocou fora dos Estados Unidos cinco vezes, e todas esses shows foram em uma turnê promocional no Canadá em 1957. Alguns especulam que a razão de Elvis nunca ter se apresentado em outros países era seu empresário Coronel Tom Parker, cujo nome verdadeiro é Andreas Cornelius van Kuijk, que foi um imigrante holandês ilegal e que teria sido deportado se tentasse obter um passaporte dos EUA.

Quando Elvis foi convocado para o Exército dos EUA em 1957, seus ganhos mensais caíram para US $ 78 por mês e ele não conseguiu acessar sua renda mensal musical de U$ 400.000.
Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Elvis foi premiado com duas medalhas enquanto servia o exército: uma de especialista em tiro e outra de sharpshooting.

Ele só fez uma propaganda durante a sua carreira - um comercial de rádio de rosquinhas em 1954.
Houve uma abundância de itens estranhos inspirados em Elvis que foram vendidas por somas exorbitantes em leilões ao redor do globo. O cinto do rei passou para U$ 66.000, enquanto o seu frasco de comprimidos foi vendido por U$ 800. Um dos mais estranhos objetos - sua cripta - foi retirado de leilão após protestos no início deste ano.

Sua esposa Priscilla o deixou em 1972 para fugir com um instrutor de karatê chamado Mike Stone, que lhe fora apresentado pelo próprio Elvis.

A última refeição do rei foi quatro bolas de sorvete e seis biscoitos de chocolate.

Acredita-se que Elvis tenha obcecado o ator Nicolas Cage - que se casou com sua filha Lisa Marie e que foi a única pessoa fora da família de sangue de Elvis Presley a quem foi permitido ver o banheiro privado do cantor.

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

Essas foram curiosidades incríveis sobre o verdadeiro Rei do Rock!!!

Descubra as manias e segredos do cantor (© Reuters)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Adoniram Barbosa!

                   
Homenagem do Blog sobre João Rubinato, o popular, e saudoso Adoniran Barbosa, cantor, humorista, ator, compositor. 
Adoniram nasceu na cidade de Valinhos, SP, no dia 06 de Julho de 1912, e faleceu de parada cardíaca em São Paulo, no dia 23 de novembro de 1982. 
Aos dez anos, sua certidão de nascimento foi falsificada para 6/7/1910, a fim de que pudesse trabalhar, pois só com doze anos era permitido.
Sétimo filho de Fernando e Elba Rubinato, imigrantes italianos da cidade de Veneza, começou a trabalhar, criança, na cidade de Jundiaí, ajudando o pai no serviço de cargas em vagões na E. F. São Paulo Railway (atual E. F. Santos - Jundiaí). Nesta cidade ainda trabalhou como entregador de marmitas e varredor em uma fábrica.
Em 1924, a família muda-se para Santo André, SP e ali foi tecelão, pintor de parede, mascate, encanador, serralheiro, garçom, ajustador mecânico e vendedor.
Aos 22 anos se transferiu para São Paulo e onde foi morar numa pensão.
Nesta época já arriscava a compor, escrevendo Minha vida se consome (com Pedrinho Romano e Verídico) e Socorro (com Pedrinho Romano).
Como cantor, foi tentar a sorte em vários programas radiofônicos até ser aprovado em 1933 no de Jorge Amaral cantando Filosofia, de Noel Rosa e André Filho.
Em 1935, colocando versos na marchinha Dona boa de J. Aimberê, além de vencer o concurso de músicas carnavalescas da prefeitura de São Paulo, teve a sua primeira música gravada (com Raul Torres, na Columbia).
Foi neste ano (1935) que passou a usar o pseudônimo Adoniran Barbosa. Adoniran veio de um amigo de boemia e Barbosa foi extraído do sambista Luiz Barbosa, que admirava muito.
Por esta ocasião casou com uma antiga namorada, Olga e com ela teve uma filha, Maria Helena. O casamento não chegou a durar um ano. Em 1949 Adoniran casou-se novamente. Matilde de Lutiis foi sua companheira por mais de 30 anos e chegou até ser sua parceira em algumas composições.
Por cinco anos, atuando como cantor, animador e rádioator, trabalhou nas rádios Cruzeiro do Sul e Record. Nesta última, a partir de 1940 no programa Casa da Sogra de Osvaldo Moles, criou e atuou com sucesso vários personagens: Zé Cunversa (o malandro), Moisés Rabinovic (judeu da prestação), Jean Rubinet (galã do cinema francês), Perna Fina (motorista italiano), Mr Morris (professor de inglês) entre outros. Esta miscelânea de personagens viriam a influenciar no linguajar de suas composições futuras.
Junto com o Conjunto Demônios da Garoa (fundado em 1943 e que viriam a ser o seu maior intérprete) formou uma bandinha que animava a torcida nos jogos de futebol promovidos por artistas de rádio no interior paulista.
Participou como ator em vários filmes: Pif-paf (1945); Caídos do céu (1946); A vida é uma gargalhada (1950); O cangaceiro (1953); Esquina da ilusão (1953); Candinho (1954); Mulher de verdade (1954); Os três garimpeiros (1954); Carnaval em lá maior (1955); A carrocinha (1955); Pensão da Dona Estela (1956); A estrada (1956); Bruma seca (1961); A superfêmea (1973); Elas são do baralho (1977).
Inspirado no samba Saudosa maloca (de Adoniran Barbosa), em 1955 Osvaldo Moles escreveu para o rádio o programa História das malocas (no ar até 1965 na Record), onde Adoniran interpretou com enorme sucesso o personagem Charutinho. O programa chegou a ser levado até para a televisão.
Por ironia do destino, através da interpretação dos Demônios da Garoa, sua música Trem das onze (paulistaníssima) venceu o concurso de músicas carnavalescas no quarto centenário da fundação do Rio de Janeiro, RJ.
Na televisão participou de novelas, como A pensão de D. Isaura na TV Tupi e programas humorísticos na Record de São Paulo, como Papai sabe nada e Ceará contra 007.
Seu primeiro disco individual (LP) só surgiu em 1973, onde interpretou músicas suas, inéditas e antigas. No total gravou três LPs. Passou os últimos anos de sua carreira em esporádicos shows, restritos à região de São Paulo, sempre acompanhado pelo Grupo Talismã.
Adoniran, o grande representante da música popular paulistana, ganhou um museu, localizado na Rua XV de Novembro, 347. No Ibirapuera, um albergue de desportistas levou seu nome. Há um busto seu na Praça Don Orione (bairro do Bexiga). Virou também escola, praça, bar e no bairro do Jaçanã, há uma rua chamada Trem das Onze.
Principais composições:
Abrigo de vagabundo, Adoniran Barbosa, 1959
Acende o candieiro, Adoniran Barbosa, 1972
Agüenta a mão, Hervê Cordovil e Adoniran Barbosa, 1965
Apaga o fogo Mané, Adoniran Barbosa, 1956
As mariposas, Adoniran Barbosa, 1955
Bom-dia tristeza, adoniran barbosa e Vinícius de Moraes, 1958
Despejo na favela, Adoniran Barbosa, 1969
Fica mais um pouco, amor, Adoniran Barbosa, 1975
Iracema, Adoniran Barbosa, 1956
Joga a chave, Osvaldo França e Adoniran Barbosa, 1952
Luz da light, Adoniran Barbosa, 1964
Malvina, Adoniran Barbosa, 1951
Mulher, patrão e cachaça, Osvaldo Moles e Adoniran Barbosa, 1968
No morro da Casa Verde, Adoniran Barbosa, 1959
O casamento do Moacir, Osvaldo Moles e Adoniran Barbosa, 1967
Pafunça, Osvaldo Moles e Adoniran Barbosa, 1965
Prova de carinho, Hervê Cordovil e Adoniran Barbosa, 1960
Samba do Arnesto, Alocin e Adoniran Barbosa, 1953
Samba italiano, Adoniran Barbosa, 1965
Saudosa maloca, Adoniran Barbosa, 1951
Tiro ao Álvaro, Osvaldo Moles e Adoniran Barbosa, 1960
Tocar na banda, Adoniran Barbosa, 1965
Trem das onze, Adoniran Barbosa, 1964
Viaduto Santa Efigênia, Nicola Caporrino e adoniran barbosa
Vila Esperança, Ari Madureira e Adoniran Barbosa, 1968

   

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Louis Armstrong!

 

Louis Armstrong nasceu em 4 de Agosto de 1901 em Nova Orleans (Estados Unidos).

Abandonado por seu pai, ele conhece uma infância difícil, e teve passagens por muitos lares.
É em uma dessas casas que ele aprendeu a tocar a corneta a pistões.

Ele assistiu a desfiles de latão de banda de Nova Orleans e inspirada pelos antigos músicos para aprender. Adolescente, ele começou a jogar em seu primeiro latão de banda e sobre os barcos a vapor navegando o Mississipi.

Em 1922, mudou-se para Chicago, e o centro do jazz mais influente, tocou trompete na segunda Creole Jazz Band.


Louis Armstrong revolucionou o mundo do jazz gravando canções como "Potato Head Blues", "Muggles" e "West End Blues".
Sua técnica, e os improvisos fazem dele um dos mais importantes trompetistas de toda história. do momento.

Realizou diversos concertos nos Estados Unidos, e na Europa até 1935, ano que ele rompeu um músculo da boca, e precisou dar uma pausa em sua carreira durante um ano.


De voz inconfundível, Louis Armstrong compôs mais canções espetaculares, entre elas: "Olá, Dolly", "Just A Gigolo" e "What a Wonderful World".

Armstrong faleceu de um ataque cardíaco, depois de um desempenho memorável em mais uma de suas apresentações, no dia 6 de Julho de 1971.

No seu testamento, fez questão de abrir uma fundação de educação musical para ajudar as crianças desfavorecidas.